
O uso de máscaras não permitidas durante a operação na Rocinha, no Rio de Janeiro, por agentes das Forças Armadas está sendo investigado pelo Comando Militar do Leste (CML). A investigação começou no sábado (23), um dia após os agentes chegarem à Rocinha e as primeiras fotos de agentes com as máscaras começarem a surgir. As máscaras têm imagens de caveiras.
O porta-voz do CML, o coronel Roberto Itamar, afirmou que as balaclavas são permitidas apenas na cor preta para os homens do Exército e em azul ferrete para homens da Marinha.

O coronel destacou ainda que a corporação não recebeu denúncias sobre o uso das máscaras, mas os próprios comandantes verificaram o uso por meio de fotos e vídeos sobre a operação e iniciaram a verificação. “A partir de sábado se verificou essa ocorrência a partir das fotos que saíram no jornal e os comandantes das efetivas tropas ficam a cargo da verificação do uniforme. Também estão sendo verificados o uso de lenços coloridos, que não são permitidos”, disse.
Após serem identificados, os agentes devem ser advertidos. “Durante o processo de investigação, será verificado se ele [o soldado que usou a máscara proibida] vai ser punido ou não. A punição é uma consequência dessa ação. Ele pode ser punido, chamado atenção, e com certeza, vai ser recomendado para ele não usar mais”, contou o coronel.