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Viciadas em sexo pedem ajuda

Dr. Antonio Elmo - Foto: Thiago Coutinho/ AT Mulheres que pensam e praticam sexo a ponto de atrapalhar o trabalho, os estudos e outras atividades do ...

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Dr. Antonio Elmo - Foto: Thiago Coutinho/ AT Dr. Antonio Elmo – Foto: Thiago Coutinho/ AT

Mulheres que pensam e praticam sexo a ponto de atrapalhar o trabalho, os estudos e outras atividades do cotidiano estão procurando ajuda de especialistas para tratamento.

De acordo com a psicanalista Claudia Murta, a mulher que passa por isso não consegue se controlar e o vício pelo sexo acaba causando sofrimento, como o vício por droga, por exemplo.

O psiquiatra e psicanalista Ruy Perini explicou que se trata de um sintoma que pode estar presente em pessoas com diversos diagnósticos, como compulsão, distúrbio de perversão sexual, entre outros. Segundo ele, a mulher se satisfaz na hora, mas logo depois volta ao estado de carência.

O psicólogo Antonio Elmo detalhou que, normalmente, a mulher que passa por isso tem a autoestima baixa e pode ter sofrido bullying. “A pessoa busca no sexo uma forma de compensar isso, como se fosse um diferencial.”

Especialistas relataram que há pacientes jovens, por exemplo, que se sentem feias em relação às amigas e que desenvolveram a compulsão por sexo ao tratá-lo como uma compensação: “Elas pensam: ‘Minhas amigas são bonitas, mas eu faço sexo’”, explicou Elmo.

De acordo com o psicólogo, a mulher solteira pode sofrer com a busca do parceiro ideal que vai saciá-la, mantendo relações com homens que, muitas vezes, não a procuram depois. Além disso, vêm questões como o aumento das chances de se ter uma doença sexualmente transmissível, entre outros problemas.

Já a mulher casada pode buscar até mesmo a traição como forma de satisfação. Segundo o especialista, ambos vão refletir no parceiro, que pode ter a autoestima abalada por não conseguir satisfazê-la, desenvolvendo até mesmo um quadro depressivo.

Ele explicou ainda que não são raros os casos de mulheres que procuram ajuda para resolver os problemas relacionados ao assunto, e em alguns casos o casal deve fazer a terapia. “As pessoas não devem ter vergonha ou medo. Elas precisam enfrentar a situação, procurando ajuda psicológica.”

Como identificar os sinais

Para saber se está viciada em sexo, a mulher deve observar se o tempo que ela passa pensando e fazendo sexo tem interferido em outras atividades de sua vida, como estudar, trabalhar.

Também deve observar se sua vida sexual se destoa muito das pessoas que a cercam e quais são os motivos dessas diferenças. Segundo especialistas, cada pessoa tem um ritmo, quando o assunto é entre quatro paredes. E o que é normal depende de cada parceiro.

O vício em sexo pode estar ligado a diferentes motivos, como abuso sexual, bullying, baixa autoestima, entre outros. É preciso refletir sobre o que está causando o vício.

O comportamento inclui exibicionismo, cantadas mais ousadas, entre outras atitudes exageradas. O vício é uma doença e faz a mulher sofrer. Segundo especialistas é preciso tratamento, e não julgamento.

Reportagem de Verônica Aguiar

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