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IBGE

PE lidera ações contra brigas, mas 12,9% dos alunos ainda se envolvem em violência

Estado tem maior índice de prevenção nas escolas públicas, enquanto país registra baixa adesão a políticas contra bullying

Na região Nordestina, o estado lidera o percentual de estudantes envolvidos em brigas
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



Pernambuco lidera ações de prevenção de brigas nas escolas públicas do Brasil.O estado aparece com o maior percentual de estudantes em escolas que adotam medidas preventivas: 60,1%. O índice contrasta com a média nacional, onde a adesão a esse tipo de política ainda é considerada baixa. Ainda assim, a violência segue presente no cotidiano dos estudantes.


Dados mostram que 12,9% dos alunos da rede pública se envolveram em brigas com agressão física nos 30 dias anteriores à pesquisa. Na região Nordestina, por exemplo, o estado lidera o percentual de estudantes envolvidos em brigas, com 12,9%, seguido por Ceará (11,4%) e Bahia (11,0%).

Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a partir da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024.

Ranking — envolvimento em brigas (Nordeste)

Pernambuco — 12,9%

Ceará — 11,4%

Bahia — 11,0%

Paraíba — 10,8%

Piauí — 10,7%

Alagoas — 10,5%

Maranhão — 10,2%

Sergipe — 9,5%

Rio Grande do Norte — 9,1%

Prevenção maior, mas problema persiste

Apesar da liderança em ações preventivas, os números indicam que a violência ainda não foi contida. O cenário revela um desafio: mesmo com iniciativas dentro das escolas, o comportamento de risco continua presente entre os adolescentes. No cenário nacional, no entanto, o maior índice de estudantes envolvidos em brigas é do Rio de Janeiro, com 15,8%.

Bullying ainda tem baixa resposta no país

No caso do bullying, o cenário é ainda mais frágil. A pesquisa aponta que, no Brasil, há baixa adesão a políticas de enfrentamento desse tipo de violência no ambiente escolar.

O dado indica que, apesar de avanços pontuais, o combate ao bullying ainda não é tratado de forma estruturada na maioria das escolas, o que mantém o problema ativo no cotidiano dos estudantes.

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