Até agora três homens, integrantes de torcida organizada, foram presos pela Polícia Civil de Pernambuco na manhã desta sexta-feira (15), dentro da operação “Hooligans”, que investiga o atentado contra o ônibus da equipe do Fortaleza, acontecido na noite do dia 21 de fevereiro, logo após a partida contra o Sport. Seis jogadores do Fortaleza ficaram feridos no ataque e o Sport foi punido pelo STJD com oito jogos sem torcida, mais multa.
A diretoria do Sport comunicou à imprensa que comemorou as prisões feitas nesta sexta-feira (15) pela Polícia, e que pretende usar o fato para tentar reverter as punições aplicadas pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) contra o clube rubronegro.
Investigação começou em fevereiro
Segundo a polícia civil, a investigação foi iniciada ainda em fevereiro com o objetivo de identificar e desarticular o que a polícia chama de “associação criminosa voltada à prática dos crimes de tentativa de homicídio, provocação de tumulto e dano”.
Nesta sexta-feira estão sendo cumpridos sete mandados de prisão e sete mandados de busca e apreensão domiciliar, nas cidades do Recife, Camaragibe e Jaboatão dos Guararapes. Todos expedidos pela Segunda Vara do Tribunal do Júri de Jaboatão dos Guararapes. Além de três presos, quatro ficaram foragidos.
Na execução estão sendo empregados 60 Policiais Civis, entre delegados, agentes e escrivães.
Segundo a polícia, os três torcedores presos e quatro foragidos fizeram um ataque premeditado contra a delegação do clube na BR-232, nas imediações do Atacado dos Presentes.
De acordo com o delegado Raul Carvalho, a ação foi meticulosamente planejada e envolveu a utilização de pedras e entulhos como armas. O delegado ainda investiga se o alvo era uma torcida rival do Fortaleza ou o próprio ônibus da delegação do Sport, mas ressalta que a gravidade do crime é inquestionável.
“É importante frisar que, independentemente do alvo, a violência contra qualquer pessoa ou equipe é inaceitável”, afirma Carvalho.
Estrutura hierárquica das uniformizadas:
O delegado Raul Carvalho também detalhou a estrutura hierárquica das uniformizadas do Sport, revelando que elas se organizam por bairros e setores, desde a Zona Sul até a Zona Norte. “Cada grupo possui presidentes, diretores e monitores, e cada bonde envolvido no ataque tinha cerca de 20 integrantes com funções bem definidas”, explica Carvalho. “Essa estrutura dificulta a operação policial, pois os membros estão espalhados pela cidade e prontos para agir.”
Medidas tomadas:
Os presos e os materiais apreendidos foram encaminhados ao Comando de Operações e Recursos Especiais (Core) em Olinda. Ordens de prisão foram cumpridas no Recife e na Região Metropolitana, nos municípios de Jaboatão dos Guararapes e Camaragibe. A busca pelos quatro foragidos continua.