Após audiência de instrução realizada nesta segunda-feira (3), a Justiça determinou que seja feito um exame de sanidade mental no homem que é réu confesso do assassinato do engenheiro carioca Talles do Couto. O crime aconteceu durante o Carnaval deste ano, quando o engenheiro, de 35 anos, caminhava à noite pela Avenida Domingos Ferreira, em Boa Viagem, onde estava hospedado. O agressor, Edva Alexandre da Silva, 35 anos, atacou o engenheiro para roubar seu celular. O engenheiro reagiu e foi golpeado por arma branca no tórax, chegou a ser socorrido mas acabou falecendo.
De acordo com o inquérito policial, o suspeito, que foi preso dias após o crime, vive em situação de rua e era consumidor de drogas há muito tempo, além de viciado em crack. A Defensoria Pública do Estado alegou durante a audiência de custódia, que o réu apresenta problemas de saúde mental e seria incapaz de entender o caráter ilícito do ato, o que motivou o pedido de sanidade feito pelo Tribunal de Justiça na noite de ontem
COMO FICA O PROCESSO
O processo que apura o latrocínio que teve como vítima Talles do Couto está suspenso inicialmente por 30 dias, prazo dado pela Justiça para que sejam feitos os exames pedidos e seja gerado um laudo conclusivo.
Se os especialistas concluírem que o acusado Edva Alexandre é inimputável, ou seja, não pode responder pelo ato criminoso que praticou devido a sua capacidade mental comprometida, ele será absolvido do crime, mas submetido a uma medida de segurança, como o internamento e tratamento médico em um hospital de custódia.
Se, ao contrário, a conclusão do laudo médico é de que o réu é capaz de compreender, mesmo que parcialmente, a gravidade do ato que cometeu, ele pode ser julgado e condenado, mas com possibilidade de redução de pena. O suspeito permanece preso no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, Região Metropolitana do Recife, até a conclusão dos exames.