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JUSTIÇA

Acusado de matar turista carioca no Recife vai passar por exames de sanidade

Crime aconteceu no Carnaval deste ano. Dependendo do resultado do exame, suspeito pode ser absolvido

Engenheiro Talles do Couto foi assassinado durante assalto
Foto de perfil de Edilson Vieira

Edilson Vieira

Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, com pós-graduação em Ciência Política pela mesma instituição. Trabalhou com marketing político. Atuou como repórter, produtor, e editor de texto de TV, e ainda como assessor e gerente de comunicação em assessorias de imprensa de empresas públicas. Foi repórter e colunista no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação por 11 anos, nas editorias de Veículos e Economia. Está no Portal Tribuna Online PE desde julho de 2023.

Última atualização


Após audiência de instrução realizada nesta segunda-feira (3), a Justiça determinou que seja feito um exame de sanidade mental no homem que é réu confesso do assassinato do engenheiro carioca Talles do Couto. O crime aconteceu durante o Carnaval deste ano, quando o engenheiro, de 35 anos, caminhava à noite pela Avenida Domingos Ferreira, em Boa Viagem, onde estava hospedado. O agressor, Edva Alexandre da Silva, 35 anos, atacou o engenheiro para roubar seu celular. O engenheiro reagiu e foi golpeado por arma branca no tórax, chegou a ser socorrido mas acabou falecendo.

De acordo com o inquérito policial, o suspeito, que foi preso dias após o crime, vive em situação de rua e era consumidor de drogas há muito tempo, além de viciado em crack. A Defensoria Pública do Estado alegou durante a audiência de custódia, que o réu apresenta problemas de saúde mental e seria incapaz de entender o caráter ilícito do ato, o que motivou o pedido de sanidade feito pelo Tribunal de Justiça na noite de ontem

COMO FICA O PROCESSO

O processo que apura o latrocínio que teve como vítima Talles do Couto está suspenso inicialmente por 30 dias, prazo dado pela Justiça para que sejam feitos os exames pedidos e seja gerado um laudo conclusivo. 

Se os especialistas concluírem que o acusado Edva Alexandre é inimputável, ou seja,  não pode responder pelo ato criminoso que praticou devido a sua capacidade mental comprometida, ele será absolvido do crime, mas submetido a uma medida de segurança, como o internamento e tratamento médico em um hospital de custódia.

Se, ao contrário, a conclusão do laudo médico é de que o réu é capaz de compreender, mesmo que parcialmente,  a gravidade do ato que cometeu, ele pode ser julgado e condenado, mas com possibilidade de redução de pena. O suspeito permanece preso no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, Região Metropolitana do Recife, até a conclusão dos exames.

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