Anúncio
DESDOBRAMENTOS

Associação evita punir barraqueiros e diz não ser órgão julgador em Porto

Entidade afirma que aguarda desfecho de investigações; governadora Raquel Lyra já confirmou identificação de 14 suspeitos

Na nota divulgada, a ABLI buscou distanciar sua imagem da conduta dos agressores
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


A Associação dos Barraqueiros do Litoral de Ipojuca quebrou o silêncio nesta segunda-feira (29) sobre o violento ataque sofrido por um casal de turistas de Mato Grosso no último fim de semana. Em nota oficial, a entidade evitou medidas administrativas imediatas contra os associados envolvidos, limitando-se a declarar que atua apenas na representatividade da categoria e que o papel de punição cabe exclusivamente ao estado.


O posicionamento da associação ocorre em um momento de forte pressão pública e política. O episódio, que começou com uma divergência sobre o valor do aluguel de cadeiras de praia — que teria saltado de R$ 50 para R$ 80 sem aviso prévio, na versão dos turistas —, escalou para um espancamento coletivo. O casal de empresários relatou ter sido alvo de cadeiradas, socos e ofensas homofóbicas por um grupo de mais de 15 pessoas.


A postura da ABLI e o conflito de atribuições


Na nota divulgada, a ABLI buscou distanciar sua imagem da conduta dos agressores. a entidade ressaltou que não possui competência jurídica para condenar os envolvidos antes do término do inquérito policial.


“No tocante ao ocorrido no último sábado, dia 27/12/2025, envolvendo turistas do Mato Grosso, a Associação dos Barraqueiros de Porto de Galinhas vem a público informar que atua como órgão de representatividade da categoria, e não como órgão julgador, cabendo, neste momento, a esta entidade apenas aguardar os desfechos das investigações”, diz trecho do comunicado. A associação finalizou afirmando que repudia “veementemente todo tipo de violência”.


Resposta do governo e identificação de agressores


Enquanto a associação adota cautela, a governadora Raquel Lyra subiu o tom contra a violência no principal destino turístico do estado. Em entrevista à Rádio Jornal, publicada nas redes sociais, a gestora foi enfática ao classificar o episódio como um “crime grave” e revelou avanços significativos no trabalho da polícia civil.


Segundo Raquel, 14 pessoas já foram devidamente identificadas e qualificadas como participantes da agressão. A governadora também pediu desculpas formais às vítimas e prometeu um reordenamento rigoroso do comércio na orla de Porto de Galinhas, visando coibir práticas abusivas de preços e garantir a segurança dos visitantes.


Impacto no turismo e próximos passos


O caso gerou indignação nacional e levanta o debate sobre a fiscalização nas praias pernambucanas. As vítimas, que precisaram de atendimento médico e foram retiradas do local sob escolta de salva-vidas civis, informaram que pretendem processar o estado e o município de Ipojuca. Não é de hoje que se cobram preços exorbitantes para ter o direito de sentar ao sol na praia de Porto.


A Secretaria de Defesa Social (SDS) mantém o caso como prioridade, enquanto o setor hoteleiro teme os impactos negativos da imagem de insegurança às vésperas das festas de Réveillon.


Veja nota na íntegra da associação


Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.