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GRANDE RECIFE

Coren-PE denuncia caos no SPA de Olinda: mofo, falta de pessoal e remédio vencido

Fiscalização encontrou riscos graves para pacientes e profissionais; MPPE será acionado e reunião com prefeitura deve ser proposta

Durante a vistoria, não havia enfermeiro escalado para fazer a triagem dos pacientes, o que levou ao fechamento da classificação de risco
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



A Procuradoria Geral do Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco (Coren-PE) vai encaminhar ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), até o fim desta semana, um relatório com os problemas encontrados no Serviço de Pronto Atendimento (SPA) de Olinda, na Região Metropolitana do Recife.

A fiscalização realizada pela autarquia na última quinta-feira (19) apontou um cenário crítico, com risco tanto para pacientes quanto para os profissionais de saúde.

Entre as irregularidades identificadas estão déficit de profissionais, medicamentos vencidos — incluindo 25 ampolas de adrenalina — e estrutura precária.

Durante a vistoria, não havia enfermeiro escalado para fazer a triagem dos pacientes, o que levou ao fechamento da classificação de risco.

O setor de pediatria funciona de forma improvisada, com apenas dois leitos provisórios. O local também não possuía checklist de controle de insumos, e os fiscais encontraram diversos produtos sem identificação e armazenados de forma inadequada.

A estrutura física do prédio apresenta sérios problemas: salas desativadas, infiltrações, mofo, infestação de mosquitos, extintores vencidos ou descarregados e medicamentos de alta vigilância sem identificação.

Das duas ambulâncias terceirizadas, uma delas estava quebrada

No setor de emergência, o carro de parada estava desorganizado e os materiais de urgência não tinham registro de validade ou quantidade.

Já na área de Material e Esterilização (CME), os técnicos trabalhavam sozinhos, sem supervisão de enfermagem. O fluxo da área ainda cruzava diretamente com a copa da unidade, comprometendo o controle de infecções.

O serviço de transporte também foi alvo de críticas. O SPA de Olinda conta com duas ambulâncias terceirizadas pela empresa Safety Med. Uma delas estava quebrada, e a única em uso apresentava materiais e medicamentos vencidos em seu interior.

“O que foi identificado coloca em risco direto a segurança do paciente e das equipes de enfermagem”, avaliou um dos fiscais.

Diante da situação, o Coren-PE informou que, além de acionar o MPPE, pretende propor uma reunião com a Secretaria de Saúde de Olinda para tentar resolver as falhas de forma administrativa. O Conselho também afirmou que continuará monitorando a unidade e cobrando providências.

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