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INVESTIGAÇÕES

11 pessoas presas em operação realizada pelo GOE e mais de 100 milhões bloqueados

Operação Holding do Crime ocorreu nos estados de Pernambuco, Paraíba, Minas Gerais, Rondônia e Paraná

Entre os itens apreendidos em flagrante estão mais de R$ 50 mil em dinheiro, armas de fogo, cinco veículos de luxo e documentos que reforçam a existência de empresas de fachada utilizadas para movimentar os recursos ilícitos
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização

Uma operação policial realizada nesta terça-feira (19) resultou na prisão de 11 pessoas e no bloqueio de mais de R$ 100 milhões em bens e ativos financeiros. A ação, batizada de Operação Holding do Crime, foi conduzida pelo Grupo de Operações Especiais (GOE) e teve como foco o desmantelamento financeiro de uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas.

Investigações desde 2022

Segundo o delegado José Tenório Neto, chefe do GOE, as investigações começaram em 2022 com o monitoramento de uma quadrilha de tráfico de drogas que operava em Pernambuco e em outros estados. “Com a prisão de um dos líderes, obtivemos elementos que levaram a essa fase da investigação, centrada na lavagem de dinheiro”, explicou o delegado.

A operação cumpriu 11 mandados de prisão e 19 de busca e apreensão em estados como Pernambuco, Paraíba, Minas Gerais e Rondônia e Paraná. Além das prisões, houve bloqueio de ativos financeiros em contas bancárias, apreensão de imóveis de luxo, veículos de alto padrão e outros bens, totalizando mais de R$ 100 milhões.

Os mandados foram cumpridos em Igarassu, Sairé e Belo Jardim (três municípios de Pernambuco), além de João Pessoa e Cabedelo (ambas na Paraíba), Vespasiano (MG), Curitiba (PR) e Porto Velho (RO). A sede do grupo organizado se localizava em Igarassu.

Prisões e apreensões

Entre os itens apreendidos em flagrante estão mais de R$ 50 mil em dinheiro, armas de fogo, cinco veículos de luxo e documentos que reforçam a existência de empresas de fachada utilizadas para movimentar os recursos ilícitos. “Em duas residências, as armas de fogo encontradas resultaram em prisões em flagrante”, detalhou o delegado.

Das 11 pessoas detidas, duas são mulheres, sendo que uma delas possuía três mandados de prisão em aberto. A outra tinha ligação direta com a operação de empresas de fachada, que eram usadas para ocultar a origem dos valores provenientes do tráfico de drogas.

Estrutura sofisticada

O delegado destacou que a organização criminosa utilizava uma rede complexa de empresas de fachada, algumas registradas com documentos falsos. “Por isso o nome ‘Holding’, em referência ao funcionamento como uma holding do crime, com diversas empresas trabalhando para a lavagem de capitais”, explicou.

Crimes e continuidade das investigações

Os presos responderão por crimes como posse ilegal de armas, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, falsidade ideológica e associação criminosa. Apesar do desmantelamento do núcleo principal, as investigações continuam. “Sempre que uma fase é deflagrada, é possível identificar outros envolvidos”, afirmou Tenório Neto.

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