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UM BURACO ATRÁS DO OUTRO

Crateras e abandono: população sofre com rastro de destruição em avenida de Olinda

Avenida Antônio da Costa Azevedo vira prova de obstáculos para motoristas e pedestres; Prefeitura de Olinda promete reparos imediatos sob pressão

Crateras estão na divisão entre duas vias arteriais de Olinda
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização

Com informações de Rafaella Pimentel

O asfalto não existe mais no cruzamento da Avenida Antônio da Costa Azevedo com a Segunda Perimetral Norte. No lugar dele, crateras. Elas forçam motoristas a invadir a contramão para salvar a suspensão dos veículos. A via, que rasga os bairros de Jardim Brasil II e Peixinhos, uma das principais ligações 



A água das chuvas não escorre; ela repousa em poças escuras que escondem armadilhas. No cruzamento com a Avenida Transamazônica, blocos de concreto servem de balizamento improvisado. Neles, pichações cobram a prefeita Mirela Almeida. É o grito silencioso de motoristas, pedestres e comerciantes. Uma área que definha atrás do esgoto estourado e da lama que afasta a clientela. Como se a pessoa estivesse sem cidadania, numa cidade do submundo.



A agonia de quem passa

O terminal de ônibus de Jardim Brasil II despeja coletivos pesados sobre o que resta da estrutura. O resultado é cíclico: buracos abertos, remendos mal feitos e novas avarias. José Ricardo Fonseca, motorista de ônibus, descreve a rotina como uma vergonha. A cada viagem, o solavanco é o aviso de mais um dano no veículo.



Para o pedestre, a calçada é uma extensão do perigo. Em vários trechos, o lixo acumulado e o mato alto obrigam o cidadão a disputar espaço com os carros no meio da rua. Eliane Freitas, dona de casa, relata que idosos mal conseguem transitar. Mais adiante, próximo à Avenida Presidente Kennedy, o asfalto recém-restaurado já exibe as primeiras rachaduras, denunciando a fragilidade do serviço executado.

O lixo e a divisa



A degradação atinge o ápice na chegada ao bairro de Peixinhos. Pilhas de sujeira bloqueiam a passagem. O lixo se soma a buracos de todos os tamanhos e profundidades. Pequenos, médios, grandes.

O cenário de abandono se estende por quase três quilômetros, terminando apenas na ponte sobre o Rio Beberibe, no limite com a capital pernambucana. Ali, a buraqueira olindense dá lugar à Avenida Luiz Correia de Brito.

Em nota oficial, a Prefeitura de Olinda informou que enviará uma equipe ainda nesta sexta-feira para realizar reparos emergenciais na via. A gestão municipal também afirmou que, nos próximos meses, executará uma obra de recapeamento completo em parceria com o Governo do Estado. O portal acompanhará o cumprimento do cronograma.

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