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PARALISAÇÃO NACIONAL

Entregadores e motoristas por apps mobilizados contra votação de Projeto de Lei

No Recife, categoria deve se concentrar em frente ao Classica Hall, às 10h, para sair em carreata

Categoria não concordou com o relatório final apresentado pelo relator do projeto que regulamenta a atividade da categoria

Última atualização


Entregadores e motoristas de aplicativos de todo o país convocaram uma paralisação nacional para esta terça-feira (14), em protesto contra a votação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 152, que pretende regulamentar a profissão. A mobilização coincide com a análise da proposta na comissão especial da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF) de onde o texto pode seguir para o Plenário ainda nesta semana sob forte resistência dos trabalhadores. No Recife, a concentração da categoria está prevista para acontecer a partir das 10h, em frente ao Classic Hall, na divisa entre Recife e Olinda. De lá, o movimento pretende seguir em carreata até a Assembleia Legislativa de Pernambuco.

O centro da controvérsia é o relatório apresentado pelo deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE). Segundo as lideranças do movimento, o novo parecer falha em oferecer proteção e pode agravar as condições de trabalho. A categoria argumenta que o texto institucionaliza a precarização ao manter os profissionais sob a classificação de “trabalhadores autônomos plataformizados”, negando o vínculo empregatício e o acesso a direitos básicos previstos na CLT.

REMUNERAÇÃO E NÃO RECONHECIMENTO

Entre os pontos de maior atrito está a remuneração. O substitutivo fixa o valor de R$ 8,50 para entregas de até 4 km, considerado insuficiente e abaixo das reivindicações da classe. Além disso, o projeto permite o pagamento apenas pelo tempo “efetivamente trabalhado”, desconsiderando o período em que o motorista ou entregador permanece logado no aplicativo aguardando chamados — o que, na prática, pode resultar em jornadas exaustivas sem a devida compensação financeira.

Outro retrocesso apontado pelos manifestantes é a transferência de eventuais disputas trabalhistas para a Justiça Comum, o que dificultaria o acesso à defesa e a capacidade de reivindicação judicial. Para os trabalhadores, o PLP 152 cria uma “categoria de segunda classe”. Com a paralisação, o movimento busca pressionar parlamentares a rejeitarem ou alterarem drasticamente o projeto antes que ele avance na Casa.

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