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CIDADES

Vai para Porto? Saiba o que a fiscalização está proibindo na areia de Ipojuca

Prefeitura aperta o cerco contra venda casada e barulho; balanço do 1º feriadão do ano tem barracas suspensas

Sete aluguéis de jet ski foram autuados por estarem irregulares
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


Quem escolheu Porto de Galinhas para abrir 2026 encontrou uma orla sob vigilância cerrada. Se você planeja descer para o litoral de Ipojuca nos próximos dias, saiba que a “lei da areia” mudou. A prefeitura acaba de fechar o balanço da primeira semana do ano (entre 29/12 e 04/01) e o recado é curto: abuso contra o turista não será tolerado. O novo Decreto nº 149/2025, assinado pelo prefeito Carlos Santana, agora é o escudo de quem quer apenas um lugar ao sol sem ser explorado.


Mais de 80 barracas foram intimadas e uma delas teve as atividades suspensas por uma semana. O motivo? Irregularidades que ferem o bolso do consumidor.


Fim da “ditadura” da consumação mínima


A cena é clássica: você senta na cadeira e o garçom avisa que “só pode ficar se consumir R$ 200”, por exemplo. Isso agora é alvo direto do Procon de Ipojuca. O novo decreto proíbe a exigência de consumação mínima e a venda casada. Se o barraqueiro tentar te obrigar a comer para poder usar o guarda-sol, ele está fora da lei.


Além disso, 35 ambulantes sem autorização foram retirados da faixa de areia. A ideia é diminuir aquele assédio constante que impede o descanso de quem está na cadeira.


Ordem no mar e silêncio na areia


A operação, que mobilizou quase 100 profissionais e 13 viaturas, também entrou na água.


No mar: Sete aluguéis de jet ski foram autuados por estarem irregulares. A fiscalização também monitora de perto as pranchas de stand up paddle e as operadoras de mergulho.


No som: Quinze equipamentos de som foram retirados da praia. Em Porto, o barulho que vale é o das ondas; caixas de som potentes estão na mira dos agentes.


No esporte: Até o horário de práticas esportivas está sendo controlado para não atingir quem está apenas tomando banho de mar.


Porto de Galinhas em “pente-fino”


O secretário de Turismo, Deomaci Ramos, garante que as ações serão permanentes durante toda a alta estação. O objetivo é evitar que o “paraíso” vire terra sem lei. Para o turista, a recomendação é clara: em caso de cobrança abusiva em cardápios ou exigências absurdas, procure os agentes da Guarda Municipal ou do Controle Urbano que circulam diariamente pela vila.


Apesar de tudo…


Enquanto o decreto protege o bolso do turista contra exigências abusivas, o comércio local lembra que a estrutura na areia tem custo. Os comerciantes também tÊm um lado e vale a pena o cliente ter empatia. O gelo, o transporte das cadeiras e o serviço dos garçons dependem do movimento das barracas. A lei proíbe a “obrigação” de consumir, mas o bom senso sugere que o equilíbrio entre o direito de quem visita e o sustento de quem trabalha é o que mantém o paraíso funcionando.

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