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ECONOMIA

BNB mostra no Recife como empresas podem conseguir dinheiro com investidores

Banco quer que empresários do Nordeste busquem recursos fora dos empréstimos comuns

Segundo Antonio Jorge Pontes Guimarães (em primeiro plano na foto), o mercado de capitais tem se mostrado como principal fonte complementar
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



O Banco do Nordeste (BNB) e a Apimec Brasil realizaram um evento nesta quinta-feira (12), no Recife, para explicar como funciona o Mercado de Capitais. Na prática, esse mercado funciona como uma grande feira onde empresas buscam dinheiro direto com investidores para crescer. Segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as empresas brasileiras conseguiram captar R$ 544,8 bilhões dessa forma em 2025. Esse dinheiro serve para abrir novas fábricas ou ampliar negócios.

Para o diretor de Ativos de Terceiros do BNB, Antonio Jorge Pontes Guimarães, essa é uma forma de trazer mais dinheiro para o Nordeste além dos empréstimos tradicionais. 



Investimento em estradas e no campo

O BNB não apenas dá o conselho, mas também coloca dinheiro nesses grupos de investimento. Segundo Antonio Jorge, o banco participa de fundos que investem em áreas como infraestrutura (estradas e energia) e produção rural. Hoje, o BNB já tem mais de R$ 800 milhões aplicados nesses fundos.

Maria Lígia, gerente do BNDES, explicou que o Brasil está usando muito as chamadas “debêntures incentivadas”. O nome é difícil, mas a explicação é simples: são empréstimos que as empresas pegam com investidores e que obrigatoriamente precisam ser usados em obras de infraestrutura. No ano passado, esse tipo de investimento cresceu mais de 31%, chegando a R$ 178 bilhões.

Fugindo dos juros altos

O presidente da Apimec Brasil, Ricardo Tadeu Martins, explica que o Mercado de Capitais ajuda as empresas a não sofrerem tanto com os juros altos dos bancos. Ele diz que, quando os juros sobem, as empresas param de investir. 



Chance para os pequenos

Para Martins, até as pequenas empresas agora podem entrar nessa disputa por investidores. Isso ficou mais fácil com novas regras da CVM, chamadas de “Regime Fácil”, que cortam a burocracia para empresas menores conseguirem dinheiro no mercado.

De acordo com o presidente, as mudanças criam “condições mais simples e acessíveis para que companhias de menor porte captem recursos no mercado de capitais”. O evento faz parte de uma parceria entre o BNB e a Apimec para treinar empresários e investidores da região. O primeiro encontro do grupo aconteceu em Fortaleza, no ano passado.

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