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Operação Integration

Ministério Público de PE pede mais investigações. Deolane pode ser beneficiada

Depois de analisar o inquérito policial, MPPE pede que prisões preventivas sejam substituídas por "outras cautelares"

Deolane Bezerra está presa há duas semanas
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Edilson Vieira

Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, com pós-graduação em Ciência Política pela mesma instituição. Trabalhou com marketing político. Atuou como repórter, produtor, e editor de texto de TV, e ainda como assessor e gerente de comunicação em assessorias de imprensa de empresas públicas. Foi repórter e colunista no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação por 11 anos, nas editorias de Veículos e Economia. Está no Portal Tribuna Online PE desde julho de 2023.

Última atualização



O Ministério Público de Pernambuco divulgou nota na noite desta sexta-feira (20) com um resumo das conclusões a que chegou após análise do inquérito policial da Operação Integration. O MPPE recebeu o inquérito da Polícia Civil de Pernambuco no último dia 18, mesmo dia em que Deolane Bezerra teve um novo habeas corpus negado pelo STJ.

O MPPE pediu que a polícia faça investigações complementares e substitua as prisões preventivas já executadas por outras medidas cautelares. Deolane está presa na Colônia Penal Feminina de Buíque desde dia 10 deste mês. Antes ela havia passado 5 dias na Colônia Penal Feminina do Recife, junto com a mãe, Solange Bezerra, que continua presa na capital pernambucana.

Na nota, o MPPE diz: “Após minuciosa análise dos autos da investigação denominada “Operação Integration”, [o MPPE] concluiu que, no momento, para embasar a acusação formal seriam necessárias algumas diligências complementares às que já foram levadas a efeito pelo Polícia Judiciária do Estado de Pernambuco”.

MUDANÇA NO REGIME DA PRISÃO 

O Ministério Público reforça que a apreensão dos bens e valores devem permanecer,mas pede subistituição em relação as prisões já feitas. “O requerimento de novas investigações, detalhadas no corpo da manifestação já lançada nos autos do PJE respectivo, não descuida da manutenção de algumas medidas cautelares já deferidas e impostas, sem prejuízo de que outras possam ser aplicadas ao caso concreto. Assim, a juízo do MPPE, devem permanecer hígidos os atos processuais consistentes em buscas e apreensões de bens e valores, bem como as suas indisponibilidades” diz a nota.

Sobre as prisões: “Por evidente, as prisões preventivas já deferidas e executadas devem ser substituídas por outras cautelares de que trata o Código de Processo Penal, posto que o lapso temporal necessário ao cumprimento das novas diligências implicaria, inevitavelmente, em constrangimento ilegal”, esclarece a nota.

O MPPE finaliza dizendo que as novas investigações devem seguir em sigilo, e que o órgão também não se manifestará sobre o tema por enquanto. “No intuito de esclarecer, de forma convincente, os fatos sob investigação e individualizar, de forma clara, a conduta de cada um dos investigados, possibilitando o oferecimento da competente denúncia, necessária se faz a preservação do sigilo das diligências a serem empreendidas, razão pela qual não haverá, por parte do MPPE, qualquer outra manifestação sobre o assunto, neste momento”, finaliza.

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