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RACISMO

Pai de santo é solto e relata perseguição e intolerância religiosa de vizinha

Arlindo Carneiro afirmou que se surpreendeu com cinco boletins de ocorrência da vizinha

De acordo com o pai de Santo, vizinha sempre ofende sua religião, atrapalha os cultos e desdenha dos clientes que vão no barracão
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização

O pedreiro Arlindo Carneiro, pai de santo do bairro de Campo Grande, no Recife, foi solto na última sexta-feira (19) após ter sido preso no último dia 10 de Julho. Naquela época, el foi detido em flagrante pela polícia e preso de forma preventiva por suposto dano e perseguição a uma vizinha.

O babalorixá, no entanto, alega ser vítima de intolerância regiliosa, considerada agora como racismo religioso. As duas prisões foram consideradas ilegais pelo Ministério Público de Pernambuco, tanto o flagrante como a preventiva.

Segundo o babalorixá, a mesma vizinha registrou cinco boletins de ocorrência contra ele, resultando em um processo judicial. Ele, contudo, disse que não procurou a polícia para denunciar a vizinha, porque não imaginava que o caso ia ficar tão sério. Ele só soube dos boletins de ocorrência quando foi chamado para depor na delegacia.

De acordo com o pai de Santo, ela sempre ofende sua religião, atrapalha os cultos e desdenha dos clientes que vão no barracão com frases do tipo “olha o calote”.

Em entrevista ao Jornal da Tribuna, primeira edição, Pai Arlindo relatou que tinha uma relação harmoniosa com a vizinha até começar a realizar cultos em sua casa, transformada em um terreiro de umbanda.

Segundo ele, as desavenças começaram após essa transformação. A vizinha o acusa de dano e perseguição, enquanto ele afirma sofrer intolerância religiosa.

O conflito entre ambos se agravou ao longo de dois anos. Ele descreveu episódios de intolerância, incluindo gritos e a vizinha jogando água suja durante os cultos. Mesmo após sua libertação provisória, Pai Arlindo continua enfrentando acusações de dano e perseguição.

Segundo a defesa do pai de Santo, o Ministério Público reconheceu como ilegal a prisão em flagrante, que teria acontecido um dia depois do suposta briga com a vizinha e também avaliou que não havia condições que pudessem levar a uma prisão preventiva. A mulher não foi localizada pela reportagem para falar sobre o assunto.

Para que uma prisão preventiva seja decretada no Brasil, é necessário que estejam presentes alguns requisitos legais estabelecidos pelo Código de Processo Penal (CPP). Esses requisitos incluem pressupostos e fundamentos que justifiquem a medida extrema de privação de liberdade antes do julgamento final

Veja mais na matéria de Carlos Simões na 1ª edição do Jornal da Tribuna.


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