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Policiais Civis cruzam os braços em paralisação de 24 horas nesta quarta-feira

Advertência é uma forma de pressionar o governo por reajuste salarial e melhores condições de trabalho

Segundo Áureo, a categoria espera que o governo retome o diálogo com disposição para buscar soluções que atendam às suas demandas
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização

A partir da 0h da próxima quarta-feira (5), os policiais civis de Pernambuco vão realizar uma paralisação de advertência por 24h. O anúncio foi feito na noite desta sexta-feira (31), em assembleia da categoria.

A medida extrema foi tomada após o impasse nas negociações com o Governo do Estado sobre reajuste salarial e melhorias nas condições de trabalho.

Os policiais civis de Pernambuco rejeitaram a proposta de reajuste salarial oferecida pelo governo do estado, considerada insuficiente para a categoria, e decidiram, em assembleia realizada na noite desta sexta-feira (31).

Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL), Áureo Cisneiros, a categoria busca uma valorização justa e a reestruturação do Programa Juntos pela Segurança, que visa combater a criminalidade no estado.

Impacto da paralisação e busca por alternativas

A paralisação de 24 horas deve afetar diversos serviços, como investigações, inquéritos e perícias. A categoria espera que a medida extrema chame a atenção do governo para a urgência de resolver os problemas que afetam os profissionais e, consequentemente, a segurança pública do estado.

Enquanto a paralisação está prevista para durar apenas 24 horas, o futuro das negociações entre os Policiais Civis e o governo do estado ainda é incerto.

Segundo Áureo, a categoria espera que o governo retome o diálogo com disposição para buscar soluções que atendam às suas demandas e garantam melhores condições de trabalho para os policiais civis de Pernambuco.

O impasse entre o Sinpol e o Governo do Estado começou no início do ano. No mês do carnaval, o sindicato tentou abrir um diálogo com interlocutores do Palácio do Campo das Princesas, mas a gestão explicou que ainda não estava no tempo oportuno. O sindicato chegou a pedir apoio do presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro Porto (PSDB), que interviu na mediação. 

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