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Plenário

“Pelo PL estadual falo eu e ninguém mais está autorizado”, afirma Malta

Embora Magno Malta e Erick Musso estejam próximos, imbróglio nacional levanta questões sobre "casamento" das siglas no Estado

“Pelo PL estadual falo eu e ninguém mais está autorizado”, afirma Malta
- Senador e presidente do PL no Espírito Santo, Magno Malta
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Eduardo Maia

Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.

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Imbróglios nacionais entre o Republicanos e o PL começaram a levantar dúvidas sobre a viabilidade da aliança entre as duas legendas no Espírito Santo. A crise mais recente veio a partir de uma notícia veiculada em São Paulo, sugerindo que o Republicanos já teria fechado apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Em resposta imediata, o presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, emitiu uma nota à imprensa:

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“O Republicanos nega que tenha fechado apoio a Flávio Bolsonaro para a Presidência. Nega também que tenha negociado a indicação do presidente Marcos Pereira ao Supremo como condição para o apoio”.

O comunicado prossegue detalhando o cenário interno:

“Na última sexta-feira, em São Paulo, uma pesquisa encomendada pelo partido foi apresentada para uma parte da bancada paulista. Pelas sondagens iniciais, o presidente Marcos Pereira detectou, preliminarmente, um sentimento de frustração à pré-candidatura de Flávio e uma indicação de preferência pela neutralidade nessas eleições. O apoio a Lula está completamente descartado”.

No Espírito Santo, contudo, o tom das conversas segue outra direção. O senador e presidente estadual do PL, Magno Malta, reforçou na tarde deste domingo (12) que o posicionamento oficial de sua legenda é o que consta na nota emitida pelo senador Rogério Marinho (PL-RN).

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“A gente comunga com a nota nacional publicada pelo Marinho. Pelo diretório estadual falo eu, senador Magno Malta, e ninguém mais está autorizado para tal”. Cabe observar que a declaração de Marcos Pereira remexeu com alguns nomes do próprio PL capixaba. 

A nota de Marinho citada por Malta adota uma postura conciliadora, indicando que, apesar dos ruídos na cúpula, o PL e o Republicanos devem caminhar juntos em palanques regionais de diversos estados. O texto nacional afirma:

“O Republicanos também será bem-vindo à construção de uma coalizão nacional comprometida com o enfrentamento da violência, a superação da miséria, a defesa das liberdades, o respeito à democracia e o fim da perseguição política”.

Do lado capixaba do Republicanos, o movimento também é de aproximação. No último sábado (11), o presidente estadual da sigla, Erick Musso, manifestou-se de forma indireta sobre a aliança, recorrendo inclusive a uma fala do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL):

“Arregaçar as mangas e deixar de lado as possíveis diferenças. É com essas palavras do presidente Bolsonaro, que li hoje em sua carta ao povo brasileiro, que renovo um chamado aos capixabas, aos partidos e às lideranças do nosso Estado, para que juntos possamos construir um novo tempo”.

Na prática, embora o cenário nacional balance, os acenos públicos dos líderes capixabas do PL e do Republicanos deixam claro o esforço local para blindar o estado e formalizar a coligação. O plano por aqui é fazer com que os “problemas” fiquem restritos a Brasília.

Cenas dos próximos capítulos.

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