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Plenário

Vereador de Guarapari é cassado pela 2ª vez

Notícias sobre a política no Espírito Santo, os bastidores e as movimentações dos partidos

Vereador de Guarapari é cassado pela 2ª vez
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Eduardo Maia

Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.

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A Justiça Eleitoral determinou a cassação do vereador de Guarapari Denizart Luiz do Nascimento, o Zazá (Podemos). Essa é a segunda vez que o parlamentar tem o mandato cassado por conta de fraude à cota de gênero cometida pelo partido. O placar foi de 7×0 favorável à cassação da chapa da sigla.

A candidata que gerou a cassação da chapa, segundo o voto obtido pela coluna, foi Virgínia Aparecida Brasil da Silva, que recebeu apenas 3 votos na eleição municipal para vereador do ano passado.

No voto da relatora Isabella Rossi Naumann Chaves, é exposto que Virgínia “apresentou prestação de contas sem nenhum gasto, e zerada, uma vez considerada a devolução integral dos recursos recebidos do fundo partidário”, por exemplo, além de ter apontado outros indícios de fraude.

Naumann determinou que Virgínia fosse condenada a inelegibilidade pelo período de oito anos, além de declarar a nulidade dos votos recebidos pelo Podemos em outubro de 2024. Por conta disso, o vereador Zazá perde o mandato. Apesar de caber recurso, nos bastidores uma reviravolta é tida como improvável.

Em 2023 aconteceu algo semelhante. Zazá, pelo mesmo partido, teve o mandato cassado pelo mesmo motivo: descumprimento da cota de gênero nas eleições municipais de 2020.

Agora, com a saída de Zazá, na teoria assumiria um parlamentar do DC. Entretanto, nos bastidores, também há expectativa de que a chapa do DC seja cassada pelo mesmo motivo: fraude à cota de gênero. O julgamento, inclusive, está marcado para acontecer na próxima quarta-feira (16).

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