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Plenário

Vice de Cachoeiro sai de secretaria para poder disputar eleição

Edição extra do Diário Oficial do município prevê que Júnior Corrêa saia da secretaria de Educação no dia 4 de abril

Vice de Cachoeiro sai de secretaria para poder disputar eleição
- Júnior Corrêa e Theodorico Ferraço
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Eduardo Maia

Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.

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O vice-prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Júnior Corrêa (Novo), pode ser candidato à Câmara Federal nas eleições de outubro. Atualmente, ele é o secretário de Educação do município. A decisão teria sido tomada recentemente, segundo a coluna apurou.

Em edição extra do Diário Oficial municipal publicada nesta terça-feira (24), um decreto assinado pelo prefeito Theodorico Ferraço (PP) aponta que a partir de 4 de abril — data limite para a desincompatibilização —, Júnior Corrêa será exonerado da pasta. 

Além disso, caso realmente dispute, será necessário que ele se afaste da função de vice-prefeito até a data limite. 

A coluna consultou Ferraço na noite desta terça para explicar o movimento. 

“Não significa necessariamente que ele é candidato, mas ele passa a ficar preparado para ser. Caso não dispute, vai voltar para a secretaria normalmente. Nossa ideia é ter somente um candidato a federal em Cachoeiro. Inclusive, exonerei quase todo mundo que pode disputar, inclusive nossa secretária de Saúde, Renata Fiório (PP)”, afirmou o chefe do Executivo municipal.

Uma dúvida que surge é a respeito do partido que Júnior pode disputar. O prefeito garantiu que não seria pelo Partido Novo, ao qual ele é atualmente filiado.

“Pelo Novo não, mas seria dentro de um partido que ele quiser, dentro da base do governo. Tem a questão do Bruno Resende (União), que é o candidato digamos que ‘preferido’, mas ele está indeciso sobre partido, é natural que ele procure o melhor caminho para ele. Se escolher por um partido fora da base, nosso caminho será diferente do dele”, finalizou o progressista.

Cabe destacar que o deputado estadual Bruno Resende, embora faça parte da base do governo estadual, busca um partido para disputar uma cadeira à Câmara Federal. Esteve apalavrado com o Podemos, mas é improvável que fique na sigla após a chegada de Serginho Vidigal (Podemos). 

Sobre a questão de Bruno, será publicada uma coluna nas edições impressa e on-line de A Tribuna desta quarta-feira (25).

Plenário tentou contato com Júnior, que estava em viagem, voltando de Brasília. O espaço segue aberto para o vice-prefeito.

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