
Preso nesta quinta-feira (21), suspeito de ter mandado matar a esposa Milena Gottardi, de 38, o policial civil Hilário Antônio Fiorot Frasson, 44 anos, tem sido observado de perto pelo sistema prisional capixaba. Em entrevista exclusiva concedida à equipe de Jornalismo da Rede Tribuna, o Secretário de Estado de Segurança Pública, André Garcia, traçou um perfil do policial civil, diante dos fatos apurados até aqui.
Para o secretário, Hilário é um “homem frio” e com “personalidade pública diferente da vida privada”. “Dentro do lar, ele (Hilário) era um sujeito sabidamente violento e isso fica de fato comprovado pelo testemunho póstumo na carta que ela (Milena) deixou”, analisou.
Nesta quinta-feira (21), a Grande Loja Maçônica do Estado do Espírito Santo emitiu um “Ato” suspendendo Hilário Frasson de seus diretos maçônicos por 90 dias. A ação foi tomada uma vez que “é dever de todo Maçon primar pelo nome da Ordem, conservando-se cidadão honesto e nunca atentar contra a honra de ninguém”.
O policial está preso no DPJ de Novo México, em Vila Velha, em uma cela com mais três pessoas. Diante da repercussão do caso, e de uma citação de Milena Gottardi, na carta que ela deixou registrada em cartório (onde a médica cita agressões e medos, dentre eles, que Hilário pudesse tentar contra a vida dela e a própria vida), a Secretaria de Estado de Segurança Pública tem se preocupado em zelar pela segurança dele.
“Estamos tomando os cuidados como temos com qualquer preso. A nossa única preocupação é com a segurança dele e dos outros presos, uma vez que ele está sob a nossa custódia. Dentro da prisão eu acho improvável, a não ser que alguém introduza alguma arma ou ferramenta que permita atentar contra a própria vida”, contou
Weslei Radavelli