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Motoristas e cobradores apontam as linhas de ônibus mais perigosas

“Desisti de ter celular, depois de três roubos”. A decisão radical é de uma vendedora de 19 anos, que hoje completa quatro meses sem telefone. Na ...

Vendedora de 19 anos teve três celulares roubados

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Vendedora de 19 anos teve três celulares roubados (Foto: Tais de Hollanda/ AT/ 12/11/18)“Desisti de ter celular, depois de três roubos”. A decisão radical é de uma vendedora de 19 anos, que hoje completa quatro meses sem telefone. Na última vez em que mexeu em um aparelho, ele foi levado num assalto à mão armada no Transcol. A jovem estava em uma das 40 linhas de ônibus mais perigosas para passageiros na Grande Vitória, que registram, em média, 15 assaltos por dia.

Os trechos e linhas em que os bandidos mais agem foram revelados pelo presidente do Sindicato dos Rodoviários do Espírito Santo (Sindirodoviários), José Carlos Sales Cardoso.

Além das rotas mais visadas pelos criminosos, a categoria mostra números alarmantes de assaltos nos ônibus do Sistema Transcol e municipais. De 1º de janeiro deste ano até ontem, foram pelo menos 4.740 casos de roubos em ônibus.

“Esses são registros trazidos por nossos motoristas e cobradores, que vivem a truculência dos criminosos que assaltam dezenas de passageiros todos os dias na Grande Vitória”.

Sales adiantou que está prevista uma reunião com autoridades da Segurança Pública para pedir providências.

“Precisamos de PMs sem estar fardados dentro de algumas linhas perigosas, para poder fazer o ladrão pensar duas vezes antes de assaltar e detê-los em flagrante.”

Enquanto isso, a vendedora que não usa mais celular, um dos itens mais visados pelos bandidos, segundo a polícia, continua andando de ônibus. É dentro dele que ela tira seu sustento, vendendo justamente acessórios para celulares, como capas e paus de selfie, nas rotas entre Serra, Vitória e Vila Velha.

Em relação ao pedido para se ter um policial à paisana dentro dos ônibus, como deseja o presidente do Sindirodoviários, o comandante do Policiamento Ostensivo Metropolitano (Cpom), coronel Souza Reis, aponta inviabilidade.

“Um PM à paisana no ônibus, se reagir de imediato, pode expor passageiros na linha de tiro. Se sua arma for encontrada por ladrões, também é perigoso. Nós também não concordamos com o número de roubos apresentados (pelo sindicato). A média é de um crime por dia.”

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