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“Assaltômetro” contra o crime

Leon, Evandro, Giselle, Maicon, Helena e Tânia apoiam a instalação do “assaltômetro” em Jardim Camburi. Foto: Antonio Cosme. Revoltados com a ...

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Leon, Evandro, Giselle, Maicon, Helena e Tânia apoiam a instalação do “assaltômetro” em Jardim Camburi.  Foto: Antonio Cosme. Leon, Evandro, Giselle, Maicon, Helena e Tânia apoiam a instalação do “assaltômetro” em Jardim Camburi. Foto: Antonio Cosme.

Revoltados com a violência que assombra quem vive em Jardim Camburi, Vitória, maior bairro do Estado com 40 mil habitantes, moradores da região resolveram instalar um “assaltômetro” para computar a quantidade de roubos e chamar a atenção das autoridades para o problema.

Na última semana, assaltos, tiros e até morte dentro de ônibus deixaram moradores apavorados. Se o projeto – que será apresentado na terça-feira (8) em reunião entre os moradores – for aprovado, o “assaltômetro” deverá ser instalado logo em um dos seguintes locais: na praça da Igreja Católica ou ao lado da 4ª Companhia da Polícia Militar. “Vamos nos reunir para definir detalhes, analisar os custos e o que pode ser feito dentro da legalidade”, afirmou Evandro Figueiredo, representante do movimento Jardim Camburi Merece Mais.

O “assaltômetro” será uma placa, onde o morador que for roubada vai acrescentar o número com um adesivo. “À medida que os assaltos forem acontecendo, as pessoas vão acrescentando. Vamos colocar também bonequinhos que vão representar os PMs que atuam na companhia”, disse Evandro.

Ele acredita que a iniciativa é uma forma de mostrar a realidade. “Temos grupos de WhatsApp onde as pessoas comentam os assaltos. Mas esse projeto é para mostrar o problema da insegurança”.

Evandro acredita que a proposta vai ajudar a reduzir o número de crimes na região. “As pessoas aqui estão vivendo com medo. É difícil você ver alguém na rua depois das 21 horas. Padarias estão fechando mais cedo, estabelecimentos comerciais estão contratando seguranças particulares e academias estão ficando vazias à noite”.

Os moradores Leon Mombrine, 22, universitário; Giselle Cassib, 36, funcionária pública; Maicon Alves, 31, universitário; Helena Borgo, 66, aposentada; e Tânia Márcia Barbosa, 52, pedagoga; esperam que, expondo a realidade, as ações de segurança aumentem.

O presidente da Associação de Moradores de Jardim Camburi, Enock Sampaio Torres, disse que qualquer ação para melhorar a segurança do bairro é bem-vinda “Não fomos comunicados da reunião, mas temos prazer de participar se assim quiserem”, disse Enock, que informou que a próxima reunião com a Patrulha da Comunidade da Polícia Militar acontecerá no dia 22.

Simony Giuberti e Rafael Louzada

Confira a reportagem completa no Jornal A Tribuna desta segunda

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