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Polícia

Assaltos a lojas: “Pago impostos e não tenho segurança”

Em meio aos cacos de vidros e com a loja de roupas e eletrodomésticos, que fica em Feu Rosa, na Serra, revirada, o comerciante Nilson Louzada, de 50 ...

Nilson Louzada, dono de uma loja de roupas e eletrodomésticos, na Serra, já foi vítima de criminosos 10 vezes

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Em meio aos cacos de vidros e com a loja de roupas e eletrodomésticos, que fica em Feu Rosa, na Serra, revirada, o comerciante Nilson Louzada, de 50 anos, fez um desabafo. Ele afirmou que foi alvo de ladrões pela 10ª vez em um período de 14 anos. A última, na madrugada de quinta-feira (9).

“Pago os meus impostos, mas não a gente não tem segurança. Agora, só fica o prejuízo. Precisamos de mais policiamento. Essa foi a primeira vez que eles arrombaram o meu estabelecimento. Mas assalto a mão armada foram nove. Já investi em segurança, mas parece que nada adianta. Também precisamos de leis mais eficazes.”

Nilson Louzada, dono de uma loja de roupas e eletrodomésticos, na Serra,  já foi vítima de criminosos 10 vezes (Foto: Fábio Nunes/AT)

Ele revelou que teve um prejuízo de R$ 12 mil com o arrombamento quando três bandidos usaram uma caminhonete S10 para quebrar a porta de vidro da loja e entrar. Rádios, impressoras, bebedouro, liquidificador e até máquina de cortar cabelo foram levados.

“Eu acordei com um barulho muito forte. Moro em cima da loja. Fui até a janela e vi a caminhonete estacionada em frente à loja e o momento em que os bandidos retiravam as minhas mercadorias e colocavam na carroceria. Eu comecei a gritar que era ladrão, não pude fazer mais nada”, contou Nilson.

O comerciante e a mulher desceram, mas os criminosos já tinham fugido. “Na hora, não pensei que eles poderiam estar armados. O que mais me revolta é que são apenas dois policiais para atender Feu Rosa e Vila Nova de Colares. Isso é muito pouco. Nós pagamos impostos altos. Hoje, os bandidos têm a certeza da impunidade, por causa das nossas leis, que são fracas.”

De acordo com Nilson, a última vez que a loja dele tinha sido alvo de assaltantes foi há menos de 30 dias. “Entraram e me renderam a mão armada. Mas eu reagi e eles acabaram indo embora sem levar nada. Foi por isso que comecei a investir em segurança. Coloquei as câmeras e iria colocar uma grade hoje (ontem).”

A vítima ainda revelou que já teve vontade de ir embora do País. “É muito difícil ser comerciante nesse País. Agora é recomeçar e trabalhar para recuperar o que perdi. O bairro está violento, são muitos assaltos a comércios e pedestres”.

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