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Polícia

Assassino de Dante Michelini tem prisão prorrogada

William Santos Monzoli confessou ter decapitado o empresário, em Guarapari

Assassino de Dante Michelini tem prisão prorrogada
- Suspeito confesso de matar empresário Dante Michelini tem prisão temporária prorrogada por 30 dias pela Justiça
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Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho é jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em 2007, e tem aproximadamente 20 anos de experiência na profissão. É repórter multimídia das editorias de Cidades e Polícia do Jornal A Tribuna, com reportagens também publicadas no portal Tribuna On-line. Escreve reportagens especiais semanais para a editoria de Polícia do Jornal A Tribuna. Tem experiências com apresentações de podcasts e videocasts, além da participação ao vivo em telejornais da TV Tribuna, em colaboração com apresentadores, em casos de repercussão. Na função de redatora, atuou por 9 anos em editorias como Polícia, Cidades, Economia e Política do jornal impresso.

Última atualização


A prisão temporária de William Santos Monzoli, 29, foi prorrogada pelo prazo de 30 dias. William é o assassino confesso do empresário Dante Michelini, que foi encontrado morto no dia 3 de fevereiro, em um sítio na região de Meaípe, em Guarapari.

A defesa de William informou que tomou ciência da decisão judicial que prorrogou a prisão temporária do investigado, no âmbito do inquérito que apura o homicídio de Dante Michelini, em trâmite perante a 1ª Vara Criminal de Guarapari. 

“Ressaltamos que a decisão possui caráter estritamente cautelar e provisório, destinada apenas à continuidade das investigações, não representando qualquer juízo definitivo de culpa. A defesa respeita a decisão judicial, mas continuará atuando de forma firme na garantia dos direitos constitucionais do investigado, especialmente o devido processo legal, a ampla defesa e a presunção de inocência”, informou o advogado Ricardo Gilbert.

O advogado ressaltou que a equipe de defesa acompanhará atentamente o andamento das investigações e adotará todas as medidas jurídicas cabíveis para assegurar que os fatos sejam devidamente esclarecidos dentro da legalidade.

O investigado permanece no sistema prisional, à disposição da Justiça.

Prisões

William estava preso, desde 28 de janeiro, em cumprimento a um mandado de prisão por violência doméstica, expedido pela Justiça da Bahia, e a Justiça do Espírito Santo decretou a prisão temporária dele, por homicídio qualificado, pela morte de Dante.

No dia 26 do mês passado, um mandado de prisão preventiva foi cumprido contra William por tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte) no dia 18 de janeiro, no centro da Cidade.

Segundo a titular da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Guarapari, a delegada Rosane Cysneiros, o crime ocorreu quando o suspeito roubou um aparelho celular e desferiu um golpe de faca em direção à região do coração da vítima.

“Ao tentar se desvencilhar da agressão, a vítima interpôs a mão para se defender, conseguindo interromper o golpe, mas sofreu escoriações em decorrência do ataque”, disse.

O crime

O corpo de Dantinho foi encontrado decapitado e parcialmente queimado, no sítio onde morava, na região de Meaípe, Guarapari, no dia 3 de fevereiro.

A casa foi incendiada e o corpo de Dante foi encontrado em uma varanda. Ele estava de short, sem a cabeça e com uma das pernas quebradas. A posição do corpo indicava que ele poderia estar tentando fugir para a região de mata que cerca a propriedade.

No dia 11 de fevereiro, a cabeça de foi encontrada em um canal na região de Meaípe, em Guarapari. A localização da cabeça foi indicada por Willian, que confessou ter decapitado a vítima e jogado a cabeça no local, segundo a Polícia Civil.


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