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Polícia

Assassino de primo é condenado a mais de 30 anos de prisão

Um caso chocante de morte entre primos teve seu desfecho neste mês. Preso no dia seguinte ao ato de matar o primo a pauladas em 2015, Nézio Monteiro ...

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Nézio confessou assassinato de primo (Foto: Arquivo)

Um caso chocante de morte entre primos teve seu desfecho neste mês. Preso no dia seguinte ao ato de matar o primo a pauladas em 2015, Nézio Monteiro Vieira, 47 anos, foi condenado a 28 anos pelo homicídio, dois anos e seis meses pela ocultação de cadáver e um ano e quatro meses de detenção pelo crime de fraude processual. Preso em flagrante. A vítima era o vendedor Enoque Martins da Silva Filho, 30 anos.

A sentença é da juíza da 4ª Vara Criminal do Júri de Cariacica, Eliana Ferrari Siviero, e saiu no dia 12. A promotora que atua junto à 4ª Vara Criminal do Júri de Cariacica, Mariana Souto de Oliveira Giuberti, contou que vários detalhes do crime demonstram crueldade. “Nezio tinha vindo de Minas em dezembro de 2014, onde cumpriu pena por homicídio. A família de Enoque, que é seu primo, o abrigou. Ele ficou uns três a quatro meses e começou a fazer intrigas, começou a furtar coisas de casa para comprar drogas. Ele programou a morte do primo”, contou.

Segundo a promotora, ele pegou a vítima distraída antes de executá-la com oito pauladas. “Ele pediu para o primo olhar uma coisa no computador e ao sentar, Enoque foi golpeado. Foram golpes de pauladas e ele também asfixiou a vítima”.

Na casa do vendedor, em Graúna, bairro de Cariacica, moravam o pai dele, a irmã e o cunhado. Como o pai da vítima havia viajado para Minas Gerais e a irmã havia ganhado bêbe, e estava na casa de familiares com o marido, o vendedor estava sozinho em casa com o primo.

Segundo a polícia, ao descobrir que o primo estava vendendo os objetos de casa, Enoque pediu que Nézio saísse de casa. O confeiteiro não gostou da atitude do primo e planejou vingança.

Após cometer o crime, Nézio levou o corpo do primo até a garagem, colocou na carroceria da picape Strada preta e trocou de roupa.

O acusado abandonou o veículo em Tucum, voltou para casa, comprou um desinfetante caseiro e limpou a casa. Depois, jogou as roupas e os panos sujos de sangue em uma caçamba de lixo, na frente de casa. Já a madeira, ele abandonou, em um terreno baldio.

Às 3 horas da madrugada do dia seguinte, a PM foi até o local e encontrou o corpo na picape. Ao descobrirem, os familiares falaram com a polícia que desconfiavam de Nézio. A polícia foi ao bairro e encontrou o suspeito na frente da casa do primo, se preparando para fugir. Ele foi levado ao presídio.

Em entrevista, o acusado confessou o crime. “Ele tinha me cagoetado para polícia, e disse que eu era traficante, e vendia drogas na casa dele, e que eu estava roubando as coisas dentro de casa. Dei umas pauladas nele, e acabou. Peguei ele indefeso. Matei ele por vingança porque ele me entregou para a polícia. Acho que cagoete, morre. Eu nunca cagoetei ninguém, por isso ainda estou vivo”.

Ele foi condenado por homicídio com motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.

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