Os números são alarmantes, enquanto em 2016 a Polícia Federal registrou cinco casos de assalto a agências dos Correios no Estado, esse ano já foram registrados 40, um aumento de 800%.
“Aqui no Espírito Santo está tendo um aumento exponencial desses casos, porém, em outros estados, como no Rio de Janeiro, há um aumento mais significativo”, explicou o delegado regional de Combate ao Crime Organizado, Vitor Moraes.
Diante do quadro, delegados da Polícia Federal fizeram sugestões aos Correios para melhorar a segurança nas agências, como a instalação de alarmes interligados a uma central de monitoramento, que poderia acionar a Polícia Militar assim que o alarme disparasse. O delegado Lorenzo Esposito afirmou que algumas agências do Estado já fizeram essa instalação.
Outra recomendação é o armazenamento remoto das gravações das câmeras de segurança, pois, em quase todos os casos, de acordo com o delegado, os criminosos levam os computadores onde as imagens das câmeras ficam armazenadas. Com o armazenamento remoto, essas imagens passariam a ficar salvas em um servidor que pode ficar até mesmo fora do país.
Devido ao significativo aumento de crimes contra as agências e trabalhadores dos Correios, o Sindicato dos Correios e Telégrafos no Espírito Santo (Sintect-ES) ingressou com ações no Ministério Público do Trabalho (MPT) pedindo a instalação de sistemas de segurança com câmeras de videomonitoramento, portas giratórias com detector de metais e contratação de seguranças armados.
Em nota, o sindicato ainda disse: “Mesmo com o aumento alarmante da violência contra os Correios e seus trabalhadores (e muitas vezes clientes também), a direção dos Correios anunciou um corte de 50% nos investimentos em segurança, o que resulta na retirada de vigilância armada em boa parte das poucas agências que ainda contam com isso.”
Rafael Louzada