Com quatro dinamites e 30 quilos de maconha, Thallys Vinícius Nolasco da Silva, de 29 anos, foi preso, na Praia de Capuba, região da Grande Jacaraípe, na Serra. Os materias estavam em uma casa que, de acordo com a polícia, seria de base para uma quadrilha.
A operação foi realizada pelo Departamento Especializado de Narcóticos (Denarc), no dia 13 de agosto. De acordo com o delegado Diego Bermond, uma equipe de policiais da delegacia investigou a organização criminosa por cerca de três semanas. Na terça-feira da semana passada, eles foram até o local para colher mais informações.
“Os policiais foram até o local e entraram na casa após sentirem cheiro de maconha. Logo em cima da mesa da sala de estar encontraram os 30 kg da droga. Fizeram buscas pela casa e, em um dos quartos, encontraram uma maleta que continha quatro explosivos”, disse Bermond.
Logo depois, Thallys chegou na residência e foi abordado pelos policiais. “Eles foi preso e levado à delegacia. Admitiu que estava guardando as drogas e o material explosivo, admitiu ser o inquilino da casa”, afirmou o delegado.
O esquadrão antibombas da Companhia Independente de Missões Especiais (Cimesp) foi acionado para recolher as dinamites. “O especialista nos narrou que esse material tem alto poder de destruição e poderia explodir uma agência bancária. Essa operação tirou de circulação uma grande quantidade de drogas e também impediu o emprego desse material explosivo”, destacou.
Ainda de acordo com o delegado, as dinamites encontradas na casa seriam usadas para cometer crimes em agências bancárias. “Conseguimos identificar que esses explosivos seriam utilizados em um roubo ou furto a uma outra agência bancária. Nós identificamos que essa associação criminosa não só trafica, mas também pratica roubos e furtos a agências bancárias”, revelou.
O papel de Thallys na quadrilha seria o de guardar os materiais. Ele foi autuado por tráfico de drogas, associação para o tráfico e também por posse de explosivos. O suspeito foi encaminhado para o presídio. “É uma característica comum dessas organizações criminosas colocar alguém para guardar o material. Mas não descartamos que ele poderia estar operando junto aos criminosos no roubo e na traficância”, revelou o delegado.
Quadrilha participou de explisão a banco em Jacaraípe
A quadrilha de traficantes para o qual Thallys Vinícius Nolasco da Silva, de 29 anos, estava guardando dinamites, participou de um ataque ao Banco do Brasil, na avenida Abdo Saad, em Jacaraípe, na Serra, em 2015. Na ocasião, os criminosos não conseguiram roubar nada, pois, de acordo com a polícia, exageraram na quantidade de explosivos.
O crime ocorreu no dia 05 de novembro. Os bandidos invadiram o local usando armas e toucas ninjas. Eles usaram duas dinamites, que pesavam 800 gramas cada. No mesmo dia, cinco integrantes da quadrilha foram presos pela Polícia Civil. Três deles confessaram a ação.
“Temos informações de que pelo menos um desses criminosos já foi solto. Com certeza os quatro explosivos apreendidos pela Denarc na semana passada seriam usados para ataques a novas agências bancárias”, disse o delegado Diego Bermond, do Departamento Especializado de Narcóticos (Denarc), que efetuou a apreensão.
Ele destacou que os explosivos já estavam preparados para uso. “Os explosivos estavam com todo o aparato para o pronto emprego do material, com cordel detonante, espoletas. Um poder de destruição muito grande que poderia eventualmente explodir uma agência bancária”.
O delegado afirmou não ter dívidas que, a quadrilha dona dos explosivos apreendidos na semana passada, é a mesma que atacou a agência bancária em 2015. “Em 2015 não conseguiram ter sucesso por usaram explosivos demais. Explodiram a agência bancária toda, tanto que deixaram para trás arma de fogo, ferramentas que seriam utilizadas para dar continuidade na ação criminosa. Acabaram abandonando as ferramentas. É a mesma organização”, explicou o delegado.