
Alguns deles estão sem rodas. Outros estão com vidros quebrados, ou até mesmo sem poltronas.
O espaço é usado como ponto de armazenamento de veículos apreendidos pela polícia. Não há vigias, e o local é aberto. Qualquer um pode entrar ou sair.
Moradores da região dizem que a sensação é de insegurança e descontentamento.
A revendedora de cosméticos Miriã Souza de Freitas, 51 anos, relata que a situação é incômoda. “É um local público por onde passamos. Deveria ser mais bem cuidado pelas autoridades”.
Responsável por parte do recolhimento dos carros apreendidos pela Polícia Civil, o motorista de guincho, Afonso José da Costa, 45 anos, contou que, geralmente, os veículos colocados ali são carros recuperados de roubos ou envolvidos em crimes. “Simplesmente nos mandam descarregar aqui, sem segurança alguma”, revela.
“É um absurdo. São carros recuperados, sem ninguém para vigiar, aguentando sol e chuva”, afirmou o portuário Michael Silva, 37 anos.
Um estudante, de 17 anos, contou que passa com frequência pelo local, mas não se sente seguro. “Há alguns minutos, quando eu estava passando, alguém estava mexendo em um dos carros. Até me afastei, com medo de ser roubado. E olha que é bem em frente à delegacia”.
Ataques em 15 minutos
Uma policial que trabalha 3ª Delegacia Regional da Serra, e que não será identificada, informou que há poucos policiais na unidade e que eles têm ajuda da Guarda Municipal para monitorar o pátio. “O tempo máximo que os veículos permanecem intactos é de 10 ou 15 minutos”.
Ela também contou que é comum haver uso de drogas no local.
Diante do cenário de depredação dos carros em frente à delegacia, a assessoria de imprensa da Polícia Civil emitiu uma nota informando que a situação é temporária e que providências já foram tomadas para a retirada dos veículos do local.
“Com a reorganização da Coordenação de Pátios da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, os carros já estão sendo removidos, gradativamente, de acordo com as vagas disponibilizadas”.