
A Polícia Judiciária portuguesa investiga como as três brasileiras, entre elas a capixaba Thayane Milla Mendes Dias, de 21 anos, foram mortas em Cascais, Portugal, mas afirma que a principal suspeita é que tenham sido estranguladas.
A mãe da capixaba, a auxiliar de serviços gerais Tânia Maria Mendes, 48, disse que as autópsias que determinarão as causas das mortes serão realizadas na segunda-feira, 29.
A capixaba de Nova Venécia, no Noroeste do Estado, e outras duas irmãs mineiras, Michele Santana Ferreira, 28, e Lidiana Neves Santana, 16, não faziam contato com familiares desde janeiro, e foram encontradas mortas na sexta-feira, 26, em um poço de dejetos, em um hotel para animais de Tires, em Cascais, Portugal.
Os corpos das jovens estão no Serviço Médico Legal de Lisboa, capital de Portugal, e depois das autópsias, serão trazidos para o Brasil. A mãe das mineiras, Solange Santana Leite, 50 anos, informou que já contratou um advogado para cuidar do translado dos corpos das filhas, que serão levados para Campanário (MG), e da capixaba, que seguirá para Nova Venécia.
O caso ganhou repercussão na imprensa portuguesa. De acordo com o Jornal de Notícias, de Portugal, foram necessárias seis horas para os bombeiros resgatarem os corpos das jovens do poço, já que foi preciso extrair toda a água e dejetos de mais de 200 animais do poço.
O principal suspeito do triplo homicídio é o brasileiro Dinai Alves Gomes, de 28 anos, namorado de Michele, que estava grávida de três meses. O rapaz seria casado e não queria que a mulher descobrisse o caso.
Ainda, segundo a polícia portuguesa, Dinai trabalhou oito anos como empregado de limpeza no hotel de animais e voltou ao Brasil logo após as mortes das três brasileiras. Ele está sendo procurado pela Polícia Federal no Brasil.
Reportagem por Edson Sodré