
O laticínio vinha de uma carga roubada e, por terem comprado, três comerciantes foram presos no Espírito Santo.
De acordo com a polícia, a carga roubada no município de Procrane, em Minas, foi armazenada em um galpão em São Gabriel, Guarapari, no dia 25 de março.
No local estavam cinco toneladas de queijo, que foram distribuídos para municípios do Espírito Santo.
Um comerciante de 36 anos, dono de um mercadinho em Coqueiral de Itaparica, Vila Velha, foi o primeiro a ser preso, no dia 15 de abril. Com ele, foram achados 800 quilos do produto.
Já no dia 20, a polícia localizou o suspeito que facilitou o armazenamento do produto no galpão, em Guarapari. Ele é dono de uma pizzaria, tem 33 anos, havia locado um ambiente refrigerado e apresentado uma nota fiscal forjada para o dono do local. Quando a polícia chegou até o galpão, encontrou 700 quilos do produto, que foram recolhidos.
Já na quarta-feira (22), em Jardim Guadalajara, também em Vila Velha, outro comerciante, 55, dono de uma loja de fatiados, foi detido. Na loja dele estavam cerca de 800 quilos do produto roubado. No total, a polícia do Estado conseguiu recuperar duas toneladas e 300 quilos de queijo.
Os três foram autuados em flagrante por receptação qualificada, crime com pena de três a oito anos de cadeia. Eles alegaram que não sabiam que o produto era roubado.
“Ao adquirir um produto com o preço abaixo do mercado e sem nota fiscal, o comerciante está assumindo os riscos de cair na receptação qualificada”, afirmou o delegado Gianno Trindade, da Delegacia Especializada de Crimes Contra o Transporte de Cargas (DECCTC).
As investigações vão continuar, em parceria com a Polícia Civil de Minas Gerais, para prender o responsável por trazer a carga roubada para o Estado. Segundo o delegado, o suspeito é mineiro, mas frequentava o Espírito Santo e tinha contato com comerciantes capixabas.