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A Cervejaria Backer foi multada em R$ 5,09 milhões, além da inutilização dos produtos apreendidos e interdição parcial do estabelecimento, em processo administrativo aberto após casos de contaminação de bebidas da empresa que resultaram em 10 mortes. O caso aconteceu em dezembro de 2019.
Além das mortes, um engenheiro capixaba ficou em estado grave após ingerir a bebida. Ele teve paralisia facial, nas pernas e chegou a ficar em coma por conta da intoxicação. O sogro dele, o bancário Paschoal Dermatini Filho, de 55 anos, morreu por conta do mesmo problema.
A informação foi divulgada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), nesta quinta-feira (5). Os casos de contaminação com dietilenoglicol foram descobertos em janeiro de 2020. A fábrica foi interditado no mesmo mês.
Conforme o ministério, as infrações foram detectadas pela equipe de auditores fiscais federais agropecuários e as penalidades foram impostas “devido ao estabelecimento ter ampliado e remodelado a área de instalação industrial registrada, sem devida comunicação ao Mapa; deixar de atender intimações, dentre elas a de recolhimento dos produtos; alterar a composição de cervejas sem a prévia comunicação; comercializar cerveja sem devido registro do produto e por produzir, engarrafar e comercializar 39 lotes de cerveja com presença de monoetilenoglicol ou dietilenoglicol”.
A cervejaria substituiu em seu processo o fluido refrigerante por solução hidroalcoólica – solução que contém água e álcool – e, desde novembro de 2021, vem produzindo cerveja no parque fabril em formato teste.
O ministério havia autorizado a retomada parcial da produção e comercialização da empresa no último mês. A liberação, que foi concedida para duas adegas no parque industrial da empresa, continua em vigor.