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Polícia

Cadeirante mata idosos com golpes de marreta em casa de recuperação

Dois idosos foram assassinados com golpes de marreta no final da noite de segunda-feira (26), em uma casa de recuperação para dependentes químicos no ...

Idosos foram mortos em casa de recuperação em Morada da Barra, Vila Velha.

Última atualização

Dois idosos foram assassinados com golpes de marreta no final da noite de segunda-feira (26), em uma casa de recuperação para dependentes químicos no bairro Morada da Barra, em Vila Velha. O acusado do crime é um interno da instituição, um cadeirante de 32 anos.

Idosos foram mortos em casa de recuperação em Morada da Barra, Vila Velha. (Foto: Júlia Afonso)

As vítimas foram identificadas como Almir Ribeiro de Sena, de 65 anos e Odorico de Almeida Neves, de 83. Na manhã desta terça-feira (27), um interno encontrou os corpos e avisou ao pastor responsável pela casa de recuperação.

O investigado, Rafael Dias Santos, permaneceu no local. Em entrevista à imprensa, ele afirmou que assassinou os idosos e disse que foi ameaçado.

“Vinha sendo ameaçado constantemente. O Sr. Almir era agressivo, Sr. Odorico também. Essa noite teve um culto abençoado na casa. Eu entrei e ele (Almir) já começou a intrujar em mim (sic), me xingando. Ele estava na abstinência do álcool, bebia muito. Chegou ao ponto de dizer que ia meter a faca em mim. Aí, Sr. Odorico ficou atiçando ‘mete a faca nele que ele tá cheio de demônio’. Assassinei os dois a marretadas. Primeiro chamei o Almir. Acordei ele, dei umas 15 marretadas na cabeça dele. Depois, acordei Sr. Odorico, assassinei ele e depois continuei dormindo”, disse o detido.

Cadeirante tem 32 anos (Foto: Júlia Afonso)

O acusado contou ainda que, após cometer os crimes, dormiu ao lado dos corpos. Ele disse que não se arrepende do que fez.

“Melhor a família deles chorar do que a minha. Já fiz um pacote só. Dormi tranquilo, no mesmo quarto. Um de um lado, o outro, do outro, e eu no canto da parede. Eles não morreram na hora não, ficaram agonizando. Estou tranquilo, não me arrependo não”, afirmou.

O investigado foi levado para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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