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Com medo, acusado de assassinato de médica pede proteção

Segundo a polícia, Dionathas foi quem atirou contra Milena no último dia 14. Fotos: Reprodução/Facebook A defesa de Dionathas Alves Vieira, 23 anos, ...

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Dionathas Alves Vieira e Milena Gottardi Tonini Frasson Segundo a polícia, Dionathas foi quem atirou contra Milena no último dia 14. Fotos: Reprodução/Facebook

A defesa de Dionathas Alves Vieira, 23 anos, solicitou uma medida especial de segurança e proteção a sua integridade física na prisão. Dionathas é acusado de ser o executor da médica Milena Gottardi Tonini Frasson.

“Dionathas está com medo de ser morto, ser vítima de queima de arquivo. Infelizmente, no momento, essa é a realidade dele. Os demais presos da cela onde ele está, já comentam o caso Milena. Ele mal consegue dormir”, revelou o advogado Leonardo da Rocha de Souza.

Dionathas está detido no Centro de Detenção Provisória de Guarapari (CDPG). A medida protetiva foi solicitada na 1ª Vara Criminal de Vitória na tarde de sexta-feira (22). Agora, o pedido judicial será analisado, sem um prazo específico, pelo Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES).

Dionathas, segundo o advogado, colabora com as investigações da polícia sobre o assassinato da médica, dando detalhes do crime e, inclusive, apontando nomes dos envolvidos, que possuem alta periculosidade. O advogado alega que se o pedido, feito com urgência, for negado pela Justiça, ele não vai mais intervir no caso e deixará Dionathas aos cuidados do Estado. “Se a Secretaria de Estado da Justiça reprovar o pedido, minha responsabilidade acaba aqui. Só caberá informar à família o que foi feito para tentar ajudar o Dionathas. O Estado é responsável pela custódia dele e tem o dever de garantir a integridade física do réu”, destacou.

Perguntado se Dionathas ficou arrependido de colaborar com as investigações, o advogado revelou que sim, e que o sentimento surgiu depois que o réu soube “da periculosidade de Hilário e da importância social da médica”. “Ele se arrepende de ter passado as informações para a polícia. Dionathas não tinha a noção da repercussão que isso poderia causar”, acrescentou.

O advogado afirmou ainda à reportagem de A Tribuna que o vício em drogas foi a causa que levou Dionathas a participar do crime, pelo qual receberia a quantia de R$ 2 mil. Dionathas, no entanto, alega não ter recebido o valor combinado. “Ele deixou bem claro que cometeu o crime para comprar droga, quitar dívidas e ajudar a família. Mas, no final das contas, acabou que ele nem recebeu o dinheiro ”, finalizou a defesa.

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