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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (04) a Operação Cristo Rey. A ação envolvendo policiais federais da Delegacia de São Mateus, tinha o objetivo de desmantelar uma associação criminosa dedicada à prática de crimes de migração ilegal e falsificação. Criminosos cobravam cerca de R$132 mil para atravessar ilegalmente pessoas na fronteira do México.
De acordo com a PF, durante a operação foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, sendo um em Barra de São Francisco e outro na cidade de Central de Minas, em Minas Gerais.
As investigações tiveram início em meados do ano passado, quando a Polícia Federal recebeu a informação de que haveria uma agência de viagens no Município de Barra de São Francisco que atuava como intermediária entre pessoas interessadas em imigrar para os Estados Unidos e “coyotes” que atravessariam ilegalmente essas pessoas na fronteira do México.
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Segundo a polícia, os valores cobrados chegavam a quantia de US$ 25,000,00. Cerca de R$132 mil, por pessoa. Os valores cobririam todo o processo de movimentação migratória, incluindo a confecção e retirada de passaporte em São Paulo, passagens com embarque a partir daquela cidade e chegada nos Estados Unidos “sem sobressaltos alfandegários”. Para impressionar, os “contratos” celebrados entre a agência de turismo e os interessados, traziam os símbolos da Polícia Federal.
A Polícia informou ainda que, a Justiça determinou que o principal investigado nesta operação entregasse o passaporte aos agentes e pagamento de fiança no no valor de 50 salários mínimos, como medida cautelar.
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O valor da fiança deverá ser pago por meio de depósito judicial no prazo de 48 horas, devendo informar o pagamento à Justiça e, caso não seja cumprido, será expedido mandado de prisão em seu desfavor.
Durante a investigação, a PF contou com a cooperação dos policiais capixabas com o Oficialato de Ligação da PF em El Paso/Texas, com a unidade de inteligência da US Border Patrol, além da Adidância da PF em Washington.
Para chegar nos envolvidos, foram realizadas várias diligências, incluindo a coleta de inúmeros dados de interesse para a investigação, tais como valores cobrados, pessoas envolvidas no exterior, locais de embarque e permanência da migrantes e estratégias para a entrada ilegal no país norte-americano.
De acordo com os investigadores que atuaram na operação, a rede era tão organizada que contrataram advogados americanos para atuarem nos processos dos migrantes eventualmente detidos e das possibilidades de manipulação das regras migratórias americanas.