Uma criança de 10 anos morreu na madrugada de sexta-feira (1º), vítima de bala perdida, em Marataízes, no litoral Sul do Estado, durante o Réveillon na Praia Central.
O alvo do atirador era um jovem de 18 anos, que também morreu. O crime foi por volta de 1h50.
Não havia festa e nem show na praia, uma vez que a prefeitura suspendeu os eventos em função da pandemia pelo novo coronavírus.
Pueblo Zaniboni de Souza, de 18 anos, sofreu nove perfurações, sendo três no tórax e seis no rosto.
A poucos metros dele, uma das balas atingiu as costas do menino Victor Hugo Moreira Moraes, que era morador da cidade mineira de Divinolândia de Minas (MG) e estava no balneário passeando com sua família.
Tanto Pueblo quanto Victor Hugo foram socorridos com vida por uma ambulância da Prefeitura de Marataízes, mas acabaram morrendo a caminho da Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Perto do corpo de Pueblo, a polícia encontrou cinco cápsulas de pistola 9 milímetros. Ele era morador de Cariacica e também passava o Réveillon em Marataízes. Buscas foram feitas, mas até o fechamento desta edição nenhum suspeito foi preso.
Pela manhã, três testemunhas foram ouvidas. De acordo com o delegado de plantão de Itapemirim, Thiago Viana, a confusão começou após uma discussão a respeito de um rojão lançado perto de uma família mineira que estava na praia. “A vítima, Pueblo, se aproximou e um homem do outro grupo sacou a arma e atirou”, informou o delegado.
Imagens das câmeras de monitoramento da praia serão analisadas. Os tiros provocaram correria. Victor Hugo, segundo familiares, ainda tentou se esconder debaixo de um banco, mas acabou sendo atingido.
Em entrevista a uma emissora de TV, o padrasto do menino disse que era desejo da criança passar o Réveillon em Marataízes.
A Polícia Civil encaminhou nota informando que o fato continuará sendo investigado pela Delegacia de Marataízes.
A PC informou ainda que as munições apreendidas no local serão encaminhadas para o setor de balística do Departamento de Criminalística.
