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Polícia

Crise de ansiedade e perguntas sobre a mãe: as filhas de Milena Gottardi três anos após o crime

As filhas da médica Milena Gottardi, de 13 e 6 anos, questionam sobre a morte da mãe, segundo a família. O julgamento do assassinato da médica, ...

Última atualização

Médica assassinada (Foto: Reprodução/Facebook)As filhas da médica Milena Gottardi, de 13 e 6 anos, questionam sobre a morte da mãe, segundo a família. O julgamento do assassinato da médica, ocorrido em setembro de 2017, começa na segunda-feira (23).

Em entrevista coletiva na manhã desta sexta (20), o tio das meninas, Douglas Gottardi, relatou que a mais velha sabe o que aconteceu e que o júri popular vai começar.

“Há uns 15 dias ela ficou mal na escola, teve crise de ansiedade. Conversou com a diretora e a psicóloga e disse que o medo é do pai sair da cadeia”, contou.

Já a mais nova começou a questionar como a mãe morreu e a prisão do pai. “A gente tenta contornar para não falar a verdade, mas está chegando a hora dela saber o que aconteceu. A gente crê que, tendo a condenação, vou ter que levá-la num psicólogo para tentar amenizar esse sofrimento. Ela sabe que a mãe morreu e eu falei que o pai está preso, mas o que realmente aconteceu, ela não sabe”, explicou o tio.

Relembre o caso

A médica Milena Tonini Gottardi foi morta a tiros na noite de 14 de setembro de 2017. Ela deixava o Hospital das Clínicas, em Vitória, após um dia de plantão e seguia para o carro acompanhada de uma amiga, quando foi assassinada no estacionamento. Ela foi atingida com dois tiros na cabeça e um na perna.

As investigações mostraram que seis pessoas teriam envolvimento no crime. O ex-policial civil Hilário Frasson era marido de Milena Gottardi e é apontado como um dos mandantes do crime, tramado dois meses antes de ser executado. Os dois estavam juntos há 20 anos.

O outro mandante seria Esperidião Carlos Frasson, pai de Hilário. Segundo a polícia, ele cobrava dos intermediários que o crime fosse concretizado.

Hilário foi preso uma semana após o crime. As investigações apontaram algumas contradições nos depoimentos dos acusados e também alguns fatos, como uma carta escrita por Milena, na qual ela diz se sentir medo pelo pedido de separação. O documento foi registrado em cartório por ela.

Hilário também foi alvo de processo na Corregedoria da Polícia Civil e acabou expulso da corporação por conta do assassinato de Milena.

Entenda a participação de cada um

O inquérito policial aponta Hilário e o pai, Esperidião, como os mandantes do assassinato da médica Milena Tonini Gottardi. Para executar o crime, Hilário teria entrado em contato com Valcir da Silva.

As investigações apontam que Valcir como um dos intermediários responsável pela contratação de Dionathas. Ele estava dentro do Gol cinza, que era dele, no local do crime, juntamente com Hermenegildo Palauro Filho, o Judinho.

Segundo a polícia, Judinho também estaria dentro de um Gol cinza no local do crime e teria escondido, antes e depois, a moto usada pelo executor Dionathas Alves Vieira.

Dionathas é carpinteiro e segundo a polícia, atirou em Milena. Em
depoimento, Dionathas diz que receberia R$ 2 mil pelo “serviço”. A testemunha que estava com Milena no momento reconheceu Dionathas como atirador.

O último réu no caso é Bruno Broetto. Segundo a políca, ele “conseguiu” a moto para ser usada por Dionathas Alves no dia do crime. Ao adolescente que roubou a moto, ele teria prometido R$ 1.500. Bruno sabia que a moto seria usada em um homicídio, diz o inquérito.
 

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