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Defesa de acusados de matar médica quer anular depoimento

Carlos Eduardo Lyrio, que atua na defesa de Valcir da Silva, afirma que seu cliente deveria ter sido ouvido na presença dele, segundo estatuto. Foto: ...

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advogado Carlos Eduardo Lyrio Carlos Eduardo Lyrio, que atua na defesa de Valcir da Silva, afirma que seu cliente deveria ter sido ouvido na presença dele, segundo estatuto. Foto: Dayana Souza

Alegando uma falha na forma como os depoimentos de Valcir da Silva Dias e Hermenegildo Palauro Filho foram colhidos, os advogados de defesa dos acusados de serem intermediários do crime que culminou na execução da médica Milena Gottardi Tonini, de 38 anos, estudam a possibilidade de pedir a anulação dos interrogatórios.

Milena morreu após levar dois tiros na cabeça quanto saía do trabalho, no Hospital das Clínicas, em Vitória, no último dia 14.

De acordo com o advogado Carlos Eduardo Lyrio, que defende Valcir, a polícia deveria ter ouvido o acusado na presença dele.

“Ele falou que pediu a presença do advogado assim que foi preso e eu já tinha ido na delegacia no dia anterior falando que o meu cliente iria se apresentar espontaneamente. Mas, mesmo assim, não me esperaram chegar para colher o depoimento dele”, afirmou Lyrio.

Ele destacou ainda que o Estatuto da Advocacia determina que todo preso deve ser ouvido na presença de um advogado, se assim desejar, e que o não cumprimento da lei pode acarretar na anulação do depoimento.

“Pretendo, em momento oportuno, questionar ou pedir a anulação do depoimento do Valcir. Ainda preciso ter acesso a todo inquérito para saber ao certo”, acrescentou.

Já o advogado David Passos, que defende Hermenegildo, destacou que o acusado já estava sendo ouvido quando ele chegou na unidade policial.

“O delegado foi informado que ele tinha advogado. Mas, quando cheguei na delegacia, o depoimento dele já estava na metade. Estou estudando pedir a anulação”, disse David.

O advogado Leonardo da Rocha de Souza, que defende Dionathas Alves Vieira, apontado como o executor, e Bruno Rodrigues Broetto, que teria emprestado a moto para Dionathas, afirmou que seus clientes também foram ouvidos sem a presença de advogado, mas que não pretende pedir a anulação.

Em tempo: menos de uma semana após a morte de Milena, os seis acusados de participação na morte foram presos. Entre eles está o marido de Milena, o policial civil Hilário Frasson, 44, apontado como um dos mandantes do crime.

A reportagem completa você lê na edição desta sexta-feira (29) do jornal A Tribuna.

Reportagem: Simony Giuberti

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