
As férias são período de descanso escolar para as crianças, mas os pais não podem descansar no cuidado com filhos, principalmente nas redes sociais. Esse é o alerta do titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), delegado Lorenzo Pazolini.
De acordo com o delegado, no período de férias escolares, tanto em julho quanto no fim e início do ano, o risco das crianças e adolescentes serem vítimas de pedófilos aumenta, principalmente na internet.
“Durante as férias escolares, as crianças ficam mais ociosas e os pais, geralmente, continuam trabalhando. É quando eles ficam por conta de um irmão mais velho, de parentes ou na rua; ou ainda, passam mais tempo na internet sem supervisão dos pais”, destacou.
Segundo ele, o perigo está em deixar a criança sem supervisão e monitoramento. “Pela curiosidade, pertinente das crianças e adolescentes, eles sentem mais liberdade de acessar sites que os pais acabam não deixando. Isso os tornam suscetíveis à ação dos abusadores, ficam mais vulneráveis.”
Mas o perigo não é apenas para aquelas crianças que estão no mundo virtual. Pazolini lembrou ainda que nas férias muitas crianças ficam na rua e acabam sendo assediadas por desconhecidos ou até mesmo pessoas que as conhecem, que são próximas da família.
“Por isso, é fundamental que os pais redobrem a atenção e orientem seus filhos. É preciso conversar e observar sempre as crianças e os adolescentes.”
Segundo o delegado, mudanças de comportamento repentinas podem ser sinal de abuso. “Alteração na alimentação, no sono com pesadelos constantes, desinteresse pelas coisas que antes interessavam são alguns dos sinais de que a criança pode estar sendo abusada, tanto na internet quanto fora dela.”
Pazolini contou que geralmente há um engano na classificação, e explicou que a maioria dos abusadores não são pedófilos.
“A pedofilia é um transtorno, e o que chama a atenção é que apenas 3% dos criminosos que são pegos por abusar sexualmente de crianças são classificados pela psiquiatria como pedófilos. Pela lei, a maioria são criminosos e julgados por estupro de vulnerável.”
A reportagem completa você lê na edição deste domingo (16) do jornal A Tribuna.
Reportagem: Lorrany Martins