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Dono de loja de carros preso ostentava vida de luxo nas redes sociais

Está na prisão o dono de uma loja de rodas de veículos de Jardim da Penha, em Vitória, acusado pela polícia de fazer parte de uma quadrilha que ...

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Carlos Eduardo Alves dos Santos ostentava o lucro das vendas de carros, segundo a polícia. (Foto: Divulgação/PC-ES)

Está na prisão o dono de uma loja de rodas de veículos de Jardim da Penha, em Vitória, acusado pela polícia de fazer parte de uma quadrilha que comprava e vendia carros de luxo irregulares.

Carlos Eduardo Alves dos Santos, de 42 anos, também conhecido como Dudu Boca, de acordo com a polícia, também ostentava nas redes sociais.

Carlos Eduardo foi preso na quarta-feira (6). (Foto: Divulgação/PC-ES)A prisão aconteceu na tarde de quarta-feira (6), após denúncias e investigações. Segundo a delegada titular da Delegacia de Defraudações e Falsificações (Defa), Rhaiana Bremenkamp, ele foi o último a ser preso na Operação Traditore (traidor em italiano), que começou com a prisão da professora Aline de Paula Nunes, de 37 anos, em 11 de abril. Ela responde em liberdade.

Depois da professora, também foram presos, em 18 de maio, o ex-PM marido de Aline, Marcos dos Santos, 42, os empresários Fabio Ferreira, 46, de Itapuã, e Paulo Henrique Alvarenga Rodrigues, 35, de Itaparica, em Vila Velha.

“O alvo eram carros adulterados, clonados e os pokémons, aquele carro que é financiado, em nome de laranja ou até mesmo de terceiro – que desconhecem -, com documentos falsos, e esse carro nunca é pago. Ele frauda a instituição financeira, e a própria vítima que tem o nome utilizado nessa compra”, explicou a delegada.

A titular destacou que os veículos paravam tanto nas mãos de outros criminosos como de inocentes, enganados pelo bando, que ainda aplicava golpes em locadoras. Entre os carros já apreendidos pela polícia estão um Jeep Renegade e uma Mercedes.

“Ele (Eduardo) está diretamente envolvido com Fábio e Paulo Henrique. Eles compram, vendem entre eles e entre outros criminosos, a preço muito barato, e acabam vendendo para terceiros de boa fé, já com preço de mercado. Alta lucratividade, muito lucro”, explicou a delegada.

Carlos Eduardo, vivia uma vida de luxo, com os altos lucros que tinha com os crimes. (Foto: Divulgação/PC-ES)Rhaiana disse que Carlos é da Mata da Praia e ostentava o lucro que tinha com o crime. “Vivia no patamar mais alto do luxo. Até fotos em lancha ele postou nas redes sociais”, citou a delegada.

Segundo a polícia, Carlos vai responder por estelionato, falsificação de documento público, falsificação de documento particular, falsidade ideológica e inserção de dados falsos no sistema. Outro membro da quadrilha, Robson Teixeira Alves Gusmão, está foragido.

A reportagem completa foi publicada na edição desta sexta-feira (8) do jornal A Tribuna.

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