- Vitória, ES 23°C

Vitória 23°C

Anúncio
Polícia

Drogas vendidas no cartão de crédito e por aplicativo

Traficantes estão inovando nos métodos para vender drogas e receber dinheiro dos clientes. Uma das ferramentas mais novas utilizadas no mundo do ...

Jovem mexe em aplicativo de celular. Uso da ferramenta permite entregas mais rápidas dos entorpecentes

Última atualização

Jovem mexe em aplicativo de celular. Uso da ferramenta permite entregas mais rápidas dos entorpecentes (Foto: Divulgação)

Traficantes estão inovando nos métodos para vender drogas e receber dinheiro dos clientes. Uma das ferramentas mais novas utilizadas no mundo do crime é um aplicativo para transações financeiras, o PicPay.

As vendas não ficam só no mundo virtual, os valores também são pagos com cartões de crédito. No caso do aplicativo, o programa funciona pelo celular e permite enviar e receber dinheiro, pagar boletos, pagar compras em estabelecimentos, adquirir crédito para o celular, entre outras operações.

Não são todos os usuários de drogas que utilizam essa forma de pagamento. De acordo com o delegado Fabrício Dutra, do Departamento Especializado em Narcóticos (Denarc), são pessoas das classes média e média alta que usam mais.

As drogas mais procuradas desse público, segundo a polícia, são as sintéticas, como o ecstasy e o LSD. Segundo o delegado, esse público tem acesso privilegiado à internet e, por isso, utiliza mais o aplicativo.

Mas antes de pagar pela droga, esses usuários acessam a “deep web” (parte da internet não acessível pelos mecanismos de busca e oculta ao grande público). Depois que traficantes e clientes conseguem se encontrar na internet oculta, o contato passa a ser feito pelas redes sociais. O aplicativo entra no final da venda.

“A gente sabe que o primeiro contato vem fora do aplicativo e depois vem a entrega, que acontece, principalmente, no entorno de escolas, faculdades e em bares.” Dutra explicou que o uso do aplicativo garante que a entrega seja mais rápida, o que reduz os riscos de chamar a atenção da polícia.

“O traficante chega de moto para a entrega, tipo um serviço de “delivery”. Tem que ser rápido. Então, ele não espera a pessoa tirar o dinheiro do bolso… não! Vai pelo PicPay. Se ele já conhece o cliente, já está pago, ele vai lá e só entrega”, descreveu.

Se, por um lado, o uso da tecnologia agiliza o trabalho dos traficantes, por outro, facilita o a investigação e coleta de provas por parte da polícia. “Esse tipo de operação deixa vestígios e nós estamos atentos. Então, a polícia trabalha em parceria com a empresa responsável pelo aplicativo”, afirma Dutra.

Parceria com polícia

O PicPay informou que possui áreas, processos e sistemas de prevenção de fraudes e lavagem de dinheiro, bloqueando as contas suspeitas de atividades ilícitas, inclusive, tráfico de drogas. “Os casos identificados são reportados, em confidencialidade, às unidades competentes. O PicPay apoia fortemente os processos investigativos junto à Polícia Federal e outros órgãos.”

Leia a reportagem completa na ediçlão deste sábado do Jornal A Tribuna

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.