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“É como tirar um pedaço da gente”, diz pai de universitário morto em acidente de moto

Inconformado com a morte do filho, o pai do estudante de Direito Emerson Maia de Roma, de 24 anos, pedia a todos por mais atenção no trânsito. A moto ...

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Pais de estudante morto em acidente de moto (Foto: Fábio Nunes/AT)

Inconformado com a morte do filho, o pai do estudante de Direito Emerson Maia de Roma, de 24 anos, pedia a todos por mais atenção no trânsito. A moto do jovem colidiu na caminhonete de um empresário — cujo teste bafômetro comprovou ingestão de bebida alcoólica —, em Vitória, na noite do último sábado.

O jovem seguia na avenida Norte Sul, no sentido Serra, quando a caminhonete, uma Ford Ranger branca, fez uma manobra para entrar no bairro Jardim Camburi. O estudante de Direito bateu em cheio na lateral direita do carro e morreu na hora.

O carreteiro Edson Wander Quiuqui, de 44 anos, conversou com a reportagem e contou que o filho trabalhava na hamburgueria da família para ajudar em casa e também no pagamento da faculdade de Direito.

 (Foto: Reprodução/Instagram)

A Tribuna – Como você ficou sabendo do acidente?
Edson Wander –
Um rapaz me ligou e falou: “Você é o pai do Emerson? Ele sofreu um acidente aqui em Jardim Camburi, na Norte Sul. Dá para você dar um pulo aqui? Acho que ele veio a óbito”. Eu estava fazendo lanche na hora. Só desliguei tudo e saí correndo. Cheguei lá e ele estava no chão, estirado, com a caminhonete uns dois quilômetros longe do acidente, e o rapaz embriagado.

Como era o Emerson?
Ele estava na correria do dia a dia para pagar faculdade e ajudar a gente em casa. Pensa num cara que gostava de capoeira, de tocar violão, cantar nas igrejas. Foi coroinha por 18 anos dentro de igreja católica. Foi criado assim, sempre com a gente. Nós dois também nadávamos muito no mar. Esporte, saúde e estudos, era disso que ele gostava.

Qual é o sentimento que fica?
É muito triste passar por isso, não desejo para ninguém. É como tirar um pedaço da gente. Moto é muito perigoso. A gente vê aqui nos sinais de Vitória que ninguém respeita. É muito pouco. O motorista ainda pediu desculpas, mas não tem desculpa. É falta de amor, respeito e educação no trânsito.

Quer deixar algum recado?
Quem beber, não dirija. Vá de carro de aplicativo, parem de dirigir. Toda hora passa reportagem sobre isso, mas não adianta. Eu perdi meu filho, que fez 24 anos mês passado, uma criança ainda. E agora ele perdeu a vida.

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