
Benício, de 36 anos, contra o chão, provocando ferimentos na vítima, que provocaram sua morte.
Essa é a conclusão do titular da Delegacia Especializada em Homicídios Contra a Mulher (DEHCM), delegado Janderson Lube, no inquérito que apurou a morte da professora e foi relatado à Justiça.
Danielly foi encontrada morta dentro do quarto no apartamento em que morava com Patrick, em Jardim Camburi, Vitória, no dia 30 de dezembro do ano passado.
Foi o próprio Patrick quem informou a outras pessoas que encontrou Danielly já sem vida. No começo, a polícia levantou a hipótese de suicídio, que logo foi descartada, pois a perícia da Polícia Civil concluiu que a professora foi vítima de “homicídio cometido mediante ação contundente”.
Durante as investigações, a polícia pediu a prisão temporária de Patrick. A Justiça aceitou a denúncia contra o engenheiro, na quinta-feira. Agora, ele passa a ser réu na ação penal do assassinato da mulher.
Patrick teve a prisão preventiva decretada pelo juiz Marcos Pereira Sanches, da 1ª Vara Criminal de Vitória, também na quinta-feira.
A reportagem de A Tribuna teve acesso ao conteúdo do processo que está na Justiça. Na peça, a polícia concluí que o engenheiro “arremessou a cabeça dela (Danielly) contra o chão, provocando os ferimentos descritos no laudo”.
Os ferimentos citados no laudo ocorreram na testa, olhos e lábios, com sangramento no nariz. Também havia ferimentos no joelho esquerdo e perna esquerda da vítima.
Além disso, exame cadavérico apontou uma hemorragia intracraniana, devido às pancadas na cabeça, como a causa da morte.
O laudo destaca que havia manchas de sangue por arrastamento, que indicam reação da vítima durante a agressão. Não foi constatado arrombamento no imóvel.
No despacho, foi destacado que as imagens das câmeras do imóvel mostram que Patrick foi a última pessoa a sair do apartamento antes da morte de Danielly e a primeira a chegar, após o crime.
Leia a reportagem completa no jornal A Tribuna deste sábado.