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Estado tem 51 casos por dia de violência contra a mulher

A violência contra a mulher está presente em todo o Espírito Santo e nas diversas áreas sociais. Só em janeiro, foram mais de 900 boletins de ...

A Delegada Michelle Meira diz que a mulher está mais encorajada a denunciar e pedir ajuda.

Última atualização

A Delegada  Michelle Meira diz que a mulher está mais encorajada a denunciar e pedir ajuda. (Foto: Antonio Moreira/Arquivo AT/ 13/02/20)A violência contra a mulher está presente em todo o Espírito Santo e nas diversas áreas sociais. Só em janeiro, foram mais de 900 boletins de ocorrência de mulheres agredidas, na Grande Vitória e 1.543 em todo o Estado, o que equivale a uma média diária de 51 casos de agressões. Os dados são da Polícia Civil.

Agressão, lesão corporal, injúria, ameaça, estupros e até mortes são crimes cometidos contra a mulher em que os autores, em grande parte, são maridos, companheiros, namorados ou ex-parceiros que não aceitam o fim do relacionamento.

Na avaliação da gerente de Proteção à Mulher da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Espírito Santo, Michelle Meira, o crescimento nos números tem relação com o estímulo para que as vítimas de agressões denunciem.

“A violência sempre existiu, mas de forma silenciosa. Hoje em dia, as mulheres estão mais encorajadas a fazer uma denúncia e procurar ajuda do poder público para terem uma vida mais digna e viver sem violência”, argumentou.

Os números de medidas protetivas, que têm o objetivo proteger mulheres de violência familiar ou doméstica de serem agredidas novamente, também são expressivos.
Só na Grande Vitória foram registrados 532 pedidos de medida protetiva. Em todo o Estado, o número chega a 813.

Segundo a gerente de Proteção à Mulher, não existe foco de violência em alguma área social, pois se trata de algo que afeta a sociedade em geral e os motivos são relacionados a uma cultura patriarcal que se vive hoje em dia.

“Ela é muito cultural. Vivemos em uma sociedade extremamente patriarcal, e as mulheres vêm cada vez mais conquistando seu espaço, mesmo que, com dificuldade. O homem não aceita o fim do relacionamento por achar que a mulher é uma propriedade dele”, disse a delegada.

Ela destacou a mudança no papel das mulheres. “Elas estão conquistando cada vez mais espaço. Muitas passaram, inclusive, a sustentar a família. Antigamente, o casamento durava a todo custo, e hoje não é mais essa prioridade”, disse.

Números na Grande Vitória

Municípios Boletim de Ocorrência Medida Protetiva
Vitória 56 33
Vila Velha 154 116
Serra 156 82
Cariacica 124 46
Guarapari 79 33
Viana 24 15
PEM 382 207
Fonte: Polícia Civil.

Onde buscar ajuda na Grande Vitória

As vítimas podem registrar a ocorrência nas unidades especializadas:

  • Divisão Especializada de Atendimento à Mulher (DIV-Deam) – das 8h às 18h, telefone (27) 3227-9410. Av. Nossa Senhora da Penha, 2.270, Santa Luíza, Vitória.
  • Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, das 8h às 18h:

Na Grande Vitória:

  • Cariacica – (27) 3136-3118. BR-262, Km 03, bairro Vera Cruz.
  • Guarapari – (27) 3262-7022. Rua Santo Antônio, 313, Muquiçaba.
  • Serra – (27) 3328-7217 / (27) 3328-2869. Rua Sebastião Rodrigues Miranda, 49, bairro Boa Vista II.
  • Viana – (27) 3255-1171 / (27) 3255-3095. Av Levino Chacon, 149, Centro.
  • Vila Velha – (27) 3388-2481. Rua Luciano das Neves, 430, Prainha.
  • Vitória – (27) 3137-9115. Rua Cândido Portinari, s/n, Santa Luíza.
Obs.: Nos municípios onde não há delegacia especializada, a vítima pode registrar o boletim na delegacia mais próxima, segundo a Polícia Civil.

Fonte: Polícia Civil.

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