- Vitória, ES 23°C

Vitória 23°C

Anúncio
Polícia

“Eu sou muito nova pra morrer”, disse menina de 9 anos a sequestrador

"Eu sou muito nova para morrer. Minha mãe tem depressão e ela precisa de mim para viver. E eu não posso morrer ainda porque a minha festa de ...

Moradores da região se concentram em frente à escola em busca de notícias

Última atualização

“Eu sou muito nova para morrer. Minha mãe tem depressão e ela precisa de mim para viver. E eu não posso morrer ainda porque a minha festa de aniversário vai ser no sábado”. Estas foram algumas das frases ditas pela estudante de 9 anos que, por uma hora e meia, foi feita refém por um jovem de 17 anos. A menina estava em sala de aula na Unidade Municipal de Ensino Fundamental (UMEF) Paulo César Vinha, no bairro Residencial Jabaeté, na Grande Terra Vermelha (Vila Velha).

O sequestrador é um jovem de 17 anos, ex-aluno do Programa de Educação de Jovem e Adultos (EJA). Ele entrou na escola por volta das 14 horas, subiu até o segundo andar e entrou em uma sala com o objetivo de matar uma professora. Ela e as outras crianças conseguiram fugir, mas uma das meninas acabou sendo feita refém.

Leia Mais: Jovem se entrega após fazer menina refém dentro de escola em Vila Velha

Passado os momentos de tensão, a menina (ao lado dos pais) concedeu entrevista ao Jornal A Tribuna e relembrou algumas conversas que teve com o sequestrador. O jovem, que segundo a família toma remédios controlados e enfrenta a depressão, afirmava que não faria nada com a menina, mas que tinha a intenção de se matar.

Durante o período que ficou refém, a menina afirmou que ficou tranquila porque “estava orando o tempo todo”, mas demonstrou preocupação com a família. “Fiquei preocupada com a minha família, que poderia sentir a minha falta, ainda mais minha avó, que tem problema de pressão e ia ficar muito preocupada. Não aconteceu nada comigo e ela já estava chorando”, disse a menina, que emendou: “Eu sabia que Deus estava comigo o tempo todo. Tudo o que acontece no mundo, ele tem o controle. Eu não fiquei com medo”, completou.

Moradores da região se concentram em frente à escola em busca de notícias durante o sequestro (Foto: Compartilhado via WhatsApp)

Depois de uma hora e meia de negociação com a polícia, o agressor decidiu soltar a menina. Ela ainda pediu autorização para pegar a mochila antes de sair da sala e recusou ser carregada nos braços pelos policiais.

Ao chegar na parte externa da escola, encontrou o pai, o abraçou e chorou muito. “Fiquei emocionada por ter saído da sala. Só queria dar uma abraço forte no meu pai. Todo mundo falou que eu fui guerreira e corajosa. Quando o vi, chorei de novo”, disse.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.