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O ex-aluno, de 18 anos, que invadiu uma escola em Jardim da Penha, Vitória, na sexta-feira, foi encaminhado para o Hospital Estadual de Atenção Clínica, especializado em tratamentos de casos psiquiátricos.
Antes, o jovem passou por audiência de custódia, após ser autuado em flagrante por tripla tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil.
A reportagem de A Tribuna teve acesso ao nome do rapaz, contudo, não irá publicar, pois o processo corre em segredo de Justiça.
O jovem invadiu a escola Éber Louzada Zippinotti com objetivo de realizar um massacre no local. Com ele, foram encontrados três arcos e flechas, 59 munições, seis facas, coquetéis molotovs, gasolina e fósforos. Segundo a Polícia Militar, o rapaz teria dito que a ideia era matar de seis a sete pessoas.
Tudo aconteceu por volta das 14h30 de sexta-feira, quando o ex-aluno conseguiu pular o muro e ter acesso a uma das salas de aula. Ele tentou disparar flechas contra crianças e duas coordenadoras.
As tentativas falharam duas vezes. Porém, na terceira, uma flecha atingiu a perna de uma das mulheres, que não teve graves ferimentos.
Segundo alunos, o jovem ainda tentou invadir mais salas, porém foram montadas proteções com cadeiras e mesas para travar as portas.
O criminoso só foi impedido após ser imobilizado por um professor e outros funcionários. Em seguida, a Polícia Militar chegou.
A vestimenta do rapaz também chamou a atenção da polícia. No momento da invasão, ele usava cabelos longos, roupas compridas e pretas, além de botas e acessórios para as armas.
Segundo o advogado Raphael Fernandes, o cabelo deverá ser cortado caso ele fique preso. “É obrigatório. O processo acontece após a audiência de custódia, quando fica definido se o indivíduo ficará ou não preso”, explicou.
Até o fechamento desta edição, a Secretaria de Justiça (Sejus) não havia informado a decisão da audiência de custódia e nem se o rapaz teve alta do Hospital Estadual de Atenção Clínica.