
Uma funcionária da unidade que estava fora de serviço naquele momento, pois tinha levado o filho de 2 anos para ser atendido, foi atingida na perna.
As duas estão internadas e não correm risco de morte, segundo a Secretaria de Saúde. O autor da tentativa de feminicídio fugiu, mas o cúmplice que o ajudou a escapar foi preso em flagrante.
A Polícia Civil informou, em nota, que o autor do crime foi identificado, tem 24 anos e que se relacionou com a mãe do bebê por quatro anos. O casal, com dois filhos em comum, estava separado há alguns dias e a vítima estava morando com os filhos na casa de sua mãe. O ex-companheiro saiu do hospital num carro com outro suspeito de 18 anos, que foi preso.
Segundo um comunicado da direção do hospital, a paciente estava num corredor da unidade aguardando medicação para o bebê.
“O pai da criança se identificou na recepção, onde havia dois vigilantes, e pediu para entrar. A mãe foi consultada e confirmou o parentesco. A entrada, então, foi liberada”, informou a instituição.
No momento dos disparos, o bebê de seis meses caiu no chão. Um funcionário da unidade tentou impedir o criminoso, mas os dois entraram em luta corporal, segundo a Polícia Civil, momento em que outro tiro acabou atingindo a perna de uma servidora da instituição que estava sentada ao lado da mãe da criança.
Ao G1, o irmão da funcionária, que preferiu não se identificar, contou que ela estava na pediatria para que seu sobrinho de 2 anos recebesse atendimento médico. Por isso, assim como a outra vítima, a servidora estava sentada aguardando sua vez e disse ter visto uma discussão entre o autor dos disparos e a mulher. O criminoso então deixou o local e, depois de cerca de 20 minutos, voltou armado.
“O cara puxou a arma e deu três disparos, não sei quantos atingiram a mulher, mas um atingiu a coxa da minha irmã, mas não acertou nenhuma parte que fosse comprometer a vida dela”, contou o irmão da funcionária.
Um vigilante e o agente que estavam de plantão no posto policial da unidade, perseguiram o autor antes de ele entrar no veículo, dirigido por seu comparsa.
O caso aconteceu por volta das 17 horas no Hospital Regional de Ceilândia, no Distrito Federal e está sendo investigado pela Polícia Civil.