Uma adolescente de 16 anos e o padrasto dela foram esfaqueados durante uma briga causada pelo ex-namorado da jovem, um mecânico, de 18 anos. Segundo a vítima, o motivo das agressões foi porque o rapaz não aceitava o fim do relacionamento. O crime aconteceu na noite de segunda-feira (4), em Boa Vista I, Vila Velha.
A confusão começou quando a adolescente caminhava pela rua José de Alencar, junto com uma amiga. As duas estavam indo comprar um lanche, por volta das 21h, quando passaram próximo a casa do ex-namorado.
“Na hora que ele viu minha filha passando, já partiu para cima e começou a bater nela. A mãe e outros parentes dele também juntaram em cima dela. Vieram correndo aqui em casa me avisar, e eu fui ajudar minha filha”, contou uma dona de casa, de 41 anos, mãe da adolescente.
Quando chegou até o local onde a confusão acontecia, a dona de casa se desesperou. “Fiquei desorientada, todo mundo batendo na minha filha. Meu namorado estava chegando do trabalho e também entrou no meio para separar”, lembrou.
Nesse momento, o ex-namorado teria pegado uma faca em casa. “Vi que ele estava com algo na mão, achei até que fosse uma pedra, mas era uma faca. Ele atingiu minha filha, meu namorado, e um menino que estava tentando separar a briga também”, afirmou a dona de casa.
A adolescente teve uma perfuração do lado direito do tórax, abaixo do peito. Já o namorado da dona de casa, que é auxiliar de serviços gerais, teve um corte profundo na barriga. A criança, segundo a mãe da adolescente, teve um arranhão superficial nas costas.
A adolescente e o padrasto foram levados para o Pronto Atendimento (PA) da Glória. O auxiliar de serviços gerais precisou ser transferido para o Hospital Estadual Antônio Bezerra de Faria, onde passará por cirurgia. A criança não precisou ser socorrida.
Segundo a dona de casa, a filha já tinha sido agredida pelo ex e vinha sofrendo ameaças. “Ele fica mandando mensagens para ela, xingando e dizendo que, se ela não namorar com ele, não vai ficar com mais ninguém. No dia em que eles terminaram, há menos de um mês, ele chegou a bater nela”, declarou. Os dois ficaram juntos por três anos, e, segundo a família, o mecânico não tinha se mostrado agressivo durante esse período.
A mãe da menina lamentou toda a confusão. “A gente fica com medo, a menina não pode nem mais andar na rua”, disse. O caso foi registrado no Plantão Especializado da Mulher (PEM), em Vitória.

