O falso médico preso na manhã de ontem, em São Mateus, era o líder da organização criminosa que facilitava diplomas de curso superior por meio de fraudes documentais.

Composta por seis falsos profissionais, segundo a Polícia Federal da Bahia, a organização criminosa visava à prática ilegal de medicina, por meio da falsificação de documentos de universidades estrangeiras para a transferência de alunos em faculdades brasileiras.
“Essas pessoas se associavam a esse grupo para estudar Medicina em um curto período de tempo, fora do País. Em um período de seis meses, falsificavam os documentos, como se eles tivessem estudado todos os períodos adequados, conseguiam a transferência para uma faculdade no Brasil e se formavam médicos em um período muito mais curto”, cita Ricas.
Além do falso médico de 44 anos, preso na manhã de ontem em São Mateus, outro falso profissional também foi detido.
Ele, que não teve a identidade revelada, é irmão do acusado que foi preso em São Mateus. Segundo a polícia, estava atuando em Jitaúna, na Bahia.
Caçada
Com a prisão dos dois, a expectativa da polícia é que mais pessoas envolvidas no esquema sejam detidas, uma vez que outros quatro suspeitos ainda não foram localizados.
“Como cumprimos mandados de busca e apreensão, todos os documentos que foram coletados, objetos de análise, vão ser alvo de investigação. Pode ser que, daqui a alguns dias, tenhamos novidades”, disse o superintendente.
Além dos médicos, a polícia investiga se funcionários da faculdade estrangeira também estão envolvidos no esquema.