Um falso médico foi preso durante uma operação realizada pela Polícia Federal, nesta quarta-feira (18), em pelo menos três estados do país (Bahia, Espírito Santo e Amazonas). O suspeito exercia a medicina de forma ilegal prestando serviço para prefeituras e para o Governo do Estado. Somente nos últimos três anos, o suspeito chegou a somar – em salários – algo em torno de R$ 850 mi.
De acordo com a Polícia Federal, a operação foi voltada ao combate da prática ilegal de medicina, falsificação de diploma do curso superior emitido por universidade estrangeira, bem como a transferência externa para universidades brasileiras mediante apresentação de currículo falso, de curso “concluído” no exterior.
As investigações apontaram que os médicos ou candidatos pagavam um valor, entre R$ 20 mil e R$ 40 mil, para ter facilitada a transferência externa destes documentos. Com isso, eles conseguiram abreviar o tempo de conclusão de curso (que no Brasil é de seis anos) para que pudessem trabalhar em unidades de saúde e hospitais.
Na cidade de Jitaúna, na Bahia, cinco falsos médicos foram descobertos trabalhando no hospital municipal e fugiram para outras cidades dos Espírito Santo e do Amazonas. O falso médico, preso no Estado, ainda atuava na captação de outras pessoas interessadas na fraude.
Os falsos médicos responderão por uso de documento falso, exercício ilegal da medicina, peculato e associação criminosa.