A Polícia Federal desvendou nessa terça-feira (2) o esquema de golpistas que criaram 12 aposentados fantasmas e fraudaram o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em R$ 8 milhões. Um falso viúvo foi preso preventivamente.
O esquema contou com a ajuda de uma servidora do INSS, que foi demitida. Se condenados, os responsáveis poderão ser punidos com mais de 20 anos de prisão.
Eles vão responder por falsificação de documentos e de documento público do INSS, bem como e uso desses documentos, falsidade ideológica, estelionato previdenciário e inserção de dados falsos em sistemas de informações da Previdência Social.
Foram apreendidos documentos falsos utilizados pelos golpistas, como certidões de nascimentos, certidões de casamentos e óbitos, identidades falsas e comprovantes de endereços de fachada.
Realizada com a força-tarefa Previdenciária e o Ministério Público Federal, a Operação Ghost Hunters começou há quatro meses e descobriu que a fraude ocorria desde 2009.
Foram identificadas irregularidades em 12 benefícios de pensão por morte previdenciária, concedidos no valor do teto (R$ 5.189,82) da Previdência Social, em favor de uma única pessoa, que recebia, em nome de terceiros, a quantia aproximada de R$ 62 mil por mês.
Para obter os benefícios, o investigado criou segurados fantasmas e realizou alguns poucos recolhimentos previdenciários. Em seguida, simulou o óbito dessas pessoas fictícias, gerando as pensões previdenciárias aos supostos cônjuges destes segurados fictícios.
Nessa terça foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão, sendo um em Guarapari e outros cinco no Rio de Janeiro.
A reportagem completa sobre esse caso você confere na edição desta quarta-feira (3) do jornal A Tribuna.
Reportagem: Gilberto Medeiros